LP Amor de Gente Moça / Título da música: Só em teus braços / Tom Jobim (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Álbum: MOFB 3084 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.
Tom: Amaj7 (A7+)
Amaj7 A6
Sim,
Bm7 Bm6
Promessas fiz,
C#m7 C#7/+5
Fiz projetos, pensei tanta coisa,
Dmaj7 Dm6
E agora o coração me diz
C#m7 Cdim
Que só em teus braços, meu bem,
Bm7 E7/9
Eu ia ser feliz
C#m7 F#7/+5
Eu tenho esse amor para dar,
Bm7/9 E7/-9
O que é que eu vou fazer?
Amaj7 A6
Eu tentei esquecer
Bm7 Bm6
E prometi,
C#m7 C#7/+5
Apagar da minha vida este sonho,
Dmaj7 Dm6
E vem o coração e diz
C#m7 F#m7
Que só em teus braços, amor,
Bm7 Adim
Eu ia ser feliz
Amaj7 F6/A
Que só em teus braços, amor,
Amaj7
Eu posso ser feliz
Comuns na música americana, especialmente em shows da Broadway, as canções que apresentam um recitativo (verse, em inglês) precedendo a primeira parte são raras na música brasileira. Incluem-se nessa categoria alguns sambas-exaltação, valsas e sambas-canção como “Ponto Final”, sucesso de Dick Farney.
Curiosamente, o esquema é utilizado por compositores da bossa nova como Carlos Lyra (“Maria Ninguém”, “Sabe Você”) e Tom Jobim (“Se Todos Fossem Iguais a Você”, “Desafinado”, “Dindi”), embora em algumas dessas canções o prólogo seja desprezado pela maioria dos intérpretes — “Desafinado”, por exemplo, poucas vezes foi gravado na íntegra, constituindo exceções os registros de Jobim nos álbuns Terra brasilis e Tom Jobim inédito.
Em “Dindi”, porém, o recitativo cantado ad libitum, como convém, está presente em quase todas as gravações: “Céu, tão grande é o céu / e bandos de nuvens que passam ligeiras / para onde elas vão / (...) / contando as histórias que são de ninguém / mas que são minhas / e de você também..” Seguem-se o estribilho (“Ai, Dindi / se soubesses do bem que eu te quero.”) e a estrofe (“E as águas deste Rio / onde vão, eu não sei / a minha vida inteira / esperei... esperei...”). Geralmente, os recitativos são compostos no modo menor, abrindo para a relativa maior no estribilho, como ocorre em “Dindi” lá menor, dó maior e mi menor são, respectivamente, as tonalidades do recitativo, do estribilho e da estrofe.
Sylvia Telles, a própria “Dindi” da canção cuja letra é assinada por seu futuro marido, Aloysio de Oliveira, foi a lançadora, responsável pelo sucesso inicial da canção. Esta gravação, realizada para o elepê Amor de gente moça (outubro de 59), tem preciosa orquestração de Lindolfo Gaya, com a harpa sugerindo “as nuvens que passam” e a trompa “o vento que fala nas folhas”.
Fervorosa, envolvente, ela não seria igualada nem pela mesma Silvinha nas três vezes em que a regravou: nos elepês Amor em hi-fi (1960), Reencontro, com o Tamba Trio (1966) e, finalmente, um mês antes de sua morte num acidente automobilístico, no disco gravado ao vivo, em Berlim, com o acompanhamento da violonista Rosinha de Valença. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).
LP Amor de gente moça / Título da música: Dindi / Oliveira, Aloysio de (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Telles, Sylvia (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum MOFB 3084 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-canção.
Intro: C7+C7MBb7M
Céu, tão grande é o céu
C7MBb7M
E bandos de nuvens que passam ligeiras
A7MC#m7F#mBm7E7/5+
Prá onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
C7MBb7M
E o vento que fala das folhas
C7MBb7M
Contando as histórias que são de ninguém
A7MC#m7F#mBm7E7/5+
Mas que são minhas e de você também
C7MBb7M
Ai, Dindí
C7MGm7
Se soubesses o bem que eu te quero
F#7/5-F7MF#ºBb7/9C7MBb7M
O mundo seria, Dindí, tudo, Dindí, lindo, Dindí
C7MBb7M
Ai, Dindí
C7MAm7G#m7Gm7F#7/5-F7MF#º
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindí
Bb7/9C7MAm7F#m7/5-B7
Olha, Dindí, fica, Dindí
EmF#m7/5-B7
E as águas desse rio
Em/GF#m7/5-B7EmA7
Onde vão, eu não sei
Dm7A/GDm/FDm7G7C7MBb7M
A minha vida inteira, esperei, esperei por vo...cê, Dindí
C7MGm7
Que é a coisa mais linda que existe
F#7/5-F7MF#º
É você não existe, Dindí
Bb7/9C7MDm7Bb7M
Olha, Dindí, adivinha, Dindí