Maria Ninguém (samba, 1959) - Carlos Lyra - Intérprete: João Gilberto
LP Chega de Saudade / Título da música: Maria Ninguém / Lyra, Carlos (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum MOFB 3073 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2022
João Gilberto: Maria Ninguém
Introdução: A7/13
Pode ser que haja uma melhor, pode ser
Pode ser que haja uma pior, muito bem
Mas igual à Maria que eu tenho
No mundo inteirinho igualzinha não tem
D7+ B7/9- Em7 Em6 D7+ B7/9- Em7
Maria Ninguém, é Maria e é Maria meu bem
Em6 D7+
Se eu não sou João de nada
D7/5+ G7+ G#º F#m7 B7/9 E13 E5+/7 E7 Eº Eº13
Maria que é minha é Maria Ninguém
D7+ B7/9- Em7 Em6 D7+ B7/9- Em7
Maria Ninguém é Maria como as outras também
Em6 D7+
Só que tem que ainda é melhor
G#m7 C#7 F#7+
do que muita Maria que há por aí
D#m7 Bm7 E7 A7+
Marias tão frias cheias de manias,
A#º Bm7 E7 Em7 A7
Marias vazias pro nome que têm
D7+ B7/9- Em7 Em6 D7+ B7/9- Em7
Maria Ninguém é um dom que muito homem não tem
Em6 D7+ D7/5+
Haja visto quanta gente que chama
G7+ G#º F#m7 B7/9 E5+/7 A5+/7
Maria e Maria não vem
D7+ B7/9- Em7 Em6 D7+ B7/9- Em7
Maria Ninguém, é Maria e é Maria meu bem
Em6 D7+
Se eu não sou João de Nada
D5+/7 G7+ Gm6 D7+ A#7+ D#7+ G#7+ D#7+ D7+
Maria que é minha é Maria Ninguém
João Gilberto: Coisa Mais Linda
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| Carlos Lyra |
LP João Gilberto / Título da música: Coisa mais linda / Moraes, Vinícius de Moraes (Compositor) / Lyra, Carlos (Compositor) / Gilberto, João (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1961 / Álbum MOFB 3202 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.
A7M A6 A° C#7/G# F#7/13 B7/9 Coisa mais bonita é você, assim E7/9 A7/9 Am6 Justinho você, eu juro G#m7(b5) Gm6 F#7 B7/13 B7(b13) Bm7 E7 Eu não sei por que você
A7M A6 A° C#7/G# Você é mais bonita que a flor F#7/13 B7/9 E7/9 A7/9 Quem dera a primavera da flor Am6 G7/9 A7M F#m7 C#m7 Tivesse todo esse aroma de beleza Que é o amor F#m7 B7/4 B7 E7/4 E7(#5) Perfumando a natureza numa forma de mulher
A7M A6 A° C#7/G# F#7/13 B7/9
Porque tão linda assim Não existe a flor
E7/9 A7/9 Am6 G7/9
Nem mesmo a cor não existe E o amor
A7M Dm6 A6 G7/9
Nem mesmo o amor existe E eu fico um pouco triste
A7M Dm6
Um pouco sem saber
A6 G7/9 A7M
Se é tão lindo o amor que eu tenho por você
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Carlos Lyra: Rapaz de Bem
Rapaz De Bem (1960) - Johnny Alf - Intérprete: Carlos Lyra
LP Bossa Nova / Título da música: Rapaz De Bem / Johnny Alf (Compositor) / Carlos Lyra (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1960 / Nº Álbum: P 630.409 L / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Bossa Nova.
F7+ Bb7/9 F7+
Você bem sabe, eu sou um rapaz de bem
Am7 D7/9- Gm7
E a minha onda é do vai e vem
A7/13 D6/9 F#7/5+ Bm7
Pois co'as pessoas que eu bem tratar
E7/9 Am7 D7/9-
Eu qualquer dia posso me arrumar
Gm7 C7/9- F7+
Vê se mora
Bb7/9 F7+
No meu preparo intelectual
Am7 D7/9- Gm7
É no trabalho a pior moral
A7/13 D6/9 F#7/5+ Bm7
Não sendo a minha apresentação
E7/9 Am7 D7/9-
O meu dinheiro só de arrumação
Gm7 C7/9 Fm7 Dº
Eu tenho casa, tenho comida
Ebm7/9 Ab7 Db6 Db7 Db7+
Não passo fome, graças a Deus
Dm7/9 G7/13 Em7 Ebº Dm7
E no esporte eu sou de morte
G7/13 Gm7 C7/9-
Tendo isso tudo eu não preciso de mais nada
F7+
É claro!
Bb7/9 F7+
Se a luz do sol vem me trazer calor
Am7 D7/9- Gm7
E a luz da lua vem trazer amor
A7/13 D6/9 D7/9- Gm7
Tudo de graça a natureza dá
C7/9 Gb7+
1ª) Pra que que eu quero trabalhar
C7/9 Abm7
2ª) Pra que que eu quero
Db7/9 Gm7
Pra que que eu quero
C7/9 Gb7+ F7+
Pra que que eu quero trabalhar
terça-feira, 27 de setembro de 2022
João Gilberto: Você e Eu
Você e Eu (samba bossa, 1961) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Intérprete: João Gilberto
LP João Gilberto / Título da música: Você e eu / Moraes, Vinícius de Moraes (Compositor) / Lyra, Carlos (Compositor) / Gilberto, João (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1961 / Álbum MOFB 3202 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba
LP João Gilberto / Título da música: Você e eu / Moraes, Vinícius de Moraes (Compositor) / Lyra, Carlos (Compositor) / Gilberto, João (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1961 / Álbum MOFB 3202 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba
Tom: D7+
Intro: D6/9 Gm7 F7+
D7+ Dm7
Podem me chamar e me pedir e me rogar
D7+
E podem mesmo falar mal
F#m5-/7 B5+/7
Ficar de mal que não faz mal
G7+ Gm7 C7/9
Podem preparar milhões de festas ao luar
D7+ Ab°
Que eu não vou ir, melhor nem pedir
G/A
Eu não vou ir, não quero ir
D7+ Bm7
E também podem me entregar
C#7/9+
Até sorrir, até chorar
D7+ Bm7 B5+/7
E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
G7+ C7/9
Podem espalhar que eu estou cansado de viver
F#m7 B5+/7 E7/9
E que é uma pena para quem me conheceu
D7+ B5+/7 E7/9 A7/6 D7+
Eu sou mais você e eu
João Gilberto: Se É Tarde Me Perdoa
"Se É Tarde Me Perdoa" é a segunda música da série composta pelos parceiros Ronaldo Bôscoli e Carlinhos Lyra – a primeira foi "Lobo Bobo". Ronaldo já havia escrito o poema e desafiou seu novo parceiro a fazer a música. Lyra nunca tinha composto melodia para letra pré-elaborada, mas aceitou o desafio. Nascia ali um samba-canção romântico que iria cair no gosto de grandes cantores da MPB. O samba, nas palavras do escritor Denilson Monteiro, autor de uma detalhada da biografia de Bôscoli, é uma verdadeira "Ode a Indulgência" de um aflito amante infiel.
Décadas depois, em 1991, durante um show em sua homenagem, um emocionado Ronaldo Bôscoli, já com sinais do câncer que iria matá-lo em 1994, mas sem perder o seu característico humor sarcástico, declarou: "A música mais parecida comigo é ‘Se É Tarde Me Perdoa’, que fiz com Carlinhos Lyra, pois eu sempre cheguei mentindo, cheguei partindo, cheguei à toa. É o meu autorretrato" (Fontes: Monteiro, Denilson (2011), A bossa do Lobo: Ronaldo Bôscoli, São paulo, Editora Leya; Dr. Zem.
Se é tarde, me perdoa (samba bossa, 1960) - Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra - Intérprete: João Gilberto
LP O Amor Sorriso e a Flor / Título da música: Se é tarde me perdoa / Bôscoli, Ronaldo (Compositor) / Lyra, Carlos (Compositor) / Gilberto, João (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 / Nº Álbum MOFB 3151 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.
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| Carlos Lyra |
Se é tarde, me perdoa (samba bossa, 1960) - Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra - Intérprete: João Gilberto
LP O Amor Sorriso e a Flor / Título da música: Se é tarde me perdoa / Bôscoli, Ronaldo (Compositor) / Lyra, Carlos (Compositor) / Gilberto, João (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 / Nº Álbum MOFB 3151 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.
F7M Bb7/9 F7M Bb7/9
Se é tarde, me perdoa
F7M A7(#5)
Mas eu não sabia que você sabia
Bb7M Am7 D7(b9)
Que a vida é tão boa
Gm7 A7(b5) Dm7
Se é tarde, me perdoa
G7
Eu cheguei partindo, eu cheguei mentindo
C7/4(9) C7(b9)
Eu cheguei à toa.
F7M Bb7/9 F7M Bb7/9
Se é tarde, me perdoa
F7M A7(#5)
Trago desencantos, de amores tantos
Bb7M Am7 D7(b9)
Pela madrugada
Gm7 Bbm6 Am7 Abm7
Se é tarde, me perdo....a
Gm7 C7(b9) F6
Eu vinha só, cansado...
Vinícius, Toquinho e Maria Creuza: Minha Namorada
Ao comporem “Minha Namorada”, pouco antes de escrever a peça “Pobre Menina Rica”, seus autores não faziam muita fé no sucesso desta canção de amor. Mas, a realidade é que a letra de “Minha Namorada” — classificada por Elis Regina como “a maior cantada da música brasileira” — é de arrasar as resistências dos mais empedernidos corações femininos:
“E se mais do que minha namorada / você quer ser minha amada / minha amada, mas amada pra valer / você tem que vir comigo em meu caminho / e talvez o meu caminho seja triste pra você / (...) / e você tem que ser estrela derradeira / minha amiga e companheira / no infinito de nós dois...”
Isso é Vinícius de Moraes em momento de lirismo supremo, só alcançado em alguns poemas ou canções como “Eu Sei que Vou te Amar”. Na melodia de Carlinhos, o acorde menor de si bemol, com a sétima sobre a sílaba “mi”, em “ser mi-nha até morrer” e o arremate final às frases seqüenciais são deta lhes que situam “Minha Namorada” como um primoroso exemplo de equilíbrio na conjunção letra e música.
Uma das melhores versões desta canção é a do conjunto Os Cariocas — na ocasião, em sua formação mais duradoura, com o falecido Luís Roberto como solista. Outra boa versão é a de Maria Creuza, Vinicius e Toquinho, gravada em 72, na qual foi restaurado o recitativo original “Meu poeta, eu hoje estou contente, / todo mundo de repente ficou lindo, / ficou lindo de morrer, / eu hoje estou me rindo, / nem eu mesmo sei de quê...” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Minha namorada (bossa nova, 1965) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Interpretação: Maria Creuza, Toquinho e Vinícius de Moraes.
LP/CD Vinicius de Moraes en "La Fusa" - Con Maria Creuza y Toquinho / Título da música: Minha namorada / Carlos Lyra (Compositor) / Vinicius de Moraes (Compositor) / Vinicius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho (Intérpretes) / Gravadora: Trova (Argentina) / Ano: 1970 / Álbum: XT 80002 / Faixa 14 / Gênero musical: Bossa Nova.
Isso é Vinícius de Moraes em momento de lirismo supremo, só alcançado em alguns poemas ou canções como “Eu Sei que Vou te Amar”. Na melodia de Carlinhos, o acorde menor de si bemol, com a sétima sobre a sílaba “mi”, em “ser mi-nha até morrer” e o arremate final às frases seqüenciais são deta lhes que situam “Minha Namorada” como um primoroso exemplo de equilíbrio na conjunção letra e música.
| Maria Creuza |
Minha namorada (bossa nova, 1965) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Interpretação: Maria Creuza, Toquinho e Vinícius de Moraes.
LP/CD Vinicius de Moraes en "La Fusa" - Con Maria Creuza y Toquinho / Título da música: Minha namorada / Carlos Lyra (Compositor) / Vinicius de Moraes (Compositor) / Vinicius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho (Intérpretes) / Gravadora: Trova (Argentina) / Ano: 1970 / Álbum: XT 80002 / Faixa 14 / Gênero musical: Bossa Nova.
Tom: A
A7M Bm7 C#m7
Se você quer ser minha namorada
F#7(b9) Bm7(9)
Ah, que linda namorada
C7(9) B7(9)
Você poderia ser
Fº(b13) A7M
Se quiser ser somente minha
Bm7 C#m7 Cº(b13) C#m7(b5)
Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
F#7(b13) G#m7(11)
Que ninguém mais pode ser
F#m7 F7M A
Você tem que me fazer um juramento
A/G D/F#
De só ter um pensamento
F7 E74 E7(b9)
Ser só minha até morrer
D#m7(b5) E/D C#m7
E também de não perder esse jeitinho
A7(9) A7(b9) D7M
De falar devaga____rinho
E7(#5) C#7(13) A7(9)
Essas histórias de você
D#m7(b5) E/D C#7(13) C#7(b13)
E de repente me fazer muito carinho
C#m7 F#7(b9) B7(9)
E chorar bem de mansinho
Bb7M E74 E7(#5)
Sem ninguém saber porque
A7M Bm7 C#m7
E se mais do que minha namorada
F#7(b9) Bm7(9)
Você quer ser minha amada
C7(9) B7(9) Fº(b13)
Minha amada, mas amada pra valer
A7M Bm7 C#m7
Aquela amada pelo amor predestinada
Cº(b13) C#m7(b5)
Sem a qual a vida é nada
F#7(b13) G#m7(11) G7(#11)
Sem a qual se quer morrer
F#m7 F7M A
Você tem que vir comigo em meu caminho
A/G D/F#
E talvez o meu caminho
F7 E74 E7(b9)
Seja triste pra você
D#m7(b5) E/D C#m7
Os seus o_______lhos tem que ser só dos meus o____lhos
A7(9) A7(b9) D7M E7(#5) C#7(13) A7(9)
Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois
B#m7(b5) E/D C#7(13) C#7(b13)
E você tem que ser a estrela derradei______ra
C#m7 F#7(b9) B7(9)
Minha amiga e companheira
Bb7M A7M
No infinito de nós dois
Nara Leão: Marcha de Quarta-Feira de Cinzas
Composta antes de 1964, a “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas” é assim uma espécie de protesto premonitório contra a realidade imposta pela ditadura militar. Pertence àquela fase inicial do CPC em que Carlos Lyra, como já foi dito, incorpora à sua obra uma temática político-nacionalista, tendo sido feita no mesmo dia em que ele e Vinícius haviam concluído o “Hino da UNE” (“De pé a jovem guarda / a classe estudantil / sempre na vanguarda / trabalha pelo Brasil...”).
Mas, com sua mensagem disfarçada no lirismo melancólico de uma marcha-rancho, a composição pode ser considerada um belo exemplar do gênero música de protesto: “Acabou nosso carnaval / ninguém ouve cantar canções / ninguém passa mais brincando feliz / e nos corações / saudades e cinzas foi o que restou...” A passagem com o acorde de sétima maior de dó antecedendo a frase “e no entanto é preciso cantar”, após a pungente primeira parte, cria um momento mágico, na medida em que envolve a platéia inteira e a faz cantar suavemente embalada por um simples violão.
Um clássico de seu tempo, a “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas” é uma daquelas raras canções capazes de encerrar com elevada dose de emoção um espetáculo musical. Embora consagrada pela voz de Nara Leão, teve sua gravação inicial por Jorge Goulart em fevereiro de 63 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Marcha de Quarta-feira de Cinzas (marcha-rancho, 1963) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Interpretação: Nara Leão.
LP Nara / Título da música: Marcha da Quarta-Feira de Cinzas / Carlos Lyra (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1964 / Álbum: ME-10 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha-rancho.
Mas, com sua mensagem disfarçada no lirismo melancólico de uma marcha-rancho, a composição pode ser considerada um belo exemplar do gênero música de protesto: “Acabou nosso carnaval / ninguém ouve cantar canções / ninguém passa mais brincando feliz / e nos corações / saudades e cinzas foi o que restou...” A passagem com o acorde de sétima maior de dó antecedendo a frase “e no entanto é preciso cantar”, após a pungente primeira parte, cria um momento mágico, na medida em que envolve a platéia inteira e a faz cantar suavemente embalada por um simples violão.
Um clássico de seu tempo, a “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas” é uma daquelas raras canções capazes de encerrar com elevada dose de emoção um espetáculo musical. Embora consagrada pela voz de Nara Leão, teve sua gravação inicial por Jorge Goulart em fevereiro de 63 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Marcha de Quarta-feira de Cinzas (marcha-rancho, 1963) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Interpretação: Nara Leão.
LP Nara / Título da música: Marcha da Quarta-Feira de Cinzas / Carlos Lyra (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1964 / Álbum: ME-10 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha-rancho.
INTROD: Gm D#5-/6 D7 Gm D#5-/6 D7
Gm7 D#5-/6 D7
Acabou nosso carnaval
Gm7 D#5-/6
Ninguém ouve cantar canções
D7 Bm7 Bm5-/7
Ninguém passa mais brincando feliz
E7 A7/13
E nos corações
Am7(b5) D7(b9) Gm7 Am4/7 D7(#9)
Saudades e cinzas foi o que restou
Gm7 D#5-/6
Pelas ruas o que se vê
D7 Gm7 D#5-/6
É uma gente que nem se vê
D7 Bm7 Bm5-/7
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E7 A7/13
E sai caminhando
Am7(b5) D7(b9) Gm7 Dm7 G#°(b13)
Dançando e cantando cantigas de amor
C7M Cm6
E no entanto é preciso cantar
G/B A7 Em7
Mais que nunca é preciso cantar
A7/13 A7(#5) A7 Am7(b5) D#5-/6 D7
É preci....so cantar e alegrar a cida.......de
Gm7 D#5-/6
A tristeza que a gente tem
Gm7 D#5-/6
Qualquer dia vai se acabar
D7 Bm7 Bm5-/7
Todos vão sorrir, voltou a esperança
E7 A7/13
É o povo que dança
Am7(b5) D7(b9) Gm7 Dm7 G#°(b13)
Contente da vida, feliz a cantar
C7M Cm6
Porque são tantas coisas azuis
G/B Em7
E há tão grandes promessas de luz
A7/13 A7(#5) A7
Tanto amor para amar
Am7(b5) D7
De que agente nem sa.......be
Gm7 D#5-/6 D7
Quem me dera viver pra ver
Gm7 D#5-/6
E brincar outros carnavais
D7 Bm7 Bm5-/7
Com a beleza dos velhos carnavais
E7 A7/13
Que marchas tão lindas
Am7(b5) D7(b9) Gm7
E o povo cantando seu canto de paz
Am7(b5) D7(b9) Gm7
Seu canto de paz
João Gilberto: Lobo Bobo
Quase uma vinheta, ocupando pouco mais de um minuto do lado A do elepê Chega de saudade, “Lobo bobo” foi uma das primeiras composições da dupla Carlos Lyra-Ronaldo Bôscoli. Feita meio de brincadeira, a partir do tema de “O Gordo e o Magro” (Stan Laurel & Oliver Hardy), funciona como uma espécie de versão musical alegre, espirituosa e temperada por uma boa dose de malícia, da fábula “Chapeuzinho Vermelho”: “Era uma vez um lobo mau / que resolveu jantar alguém / estava sem vintém / mas arriscou / e logo se estrepou...”.
Inusitada para a época, esta letra causou reações negativas como as de Sérgio Porto e Lúcio Rangel (“é um samba armado em burrice”) ou positivas como a de Ary Barroso, que achava “inteligentes” as letras da bossa nova. Já a censura implicou com a utilização do verbo “comer” no segundo verso (“que resolveu comer alguém”), obrigando os autores a trocá-lo por “jantar”.
Na verdade, “Lobo Bobo” seria uma auto-zombaria de Ronaldo Bôscoli, sendo “o lobo” ele próprio e “Chapeuzinho” Nara Leão, sua namorada na época. Mas quem gostou mesmo do sambinha foram os cantores João Gilberto e Sylvia Telles, que o gravaram quase simultaneamente, seguidos de perto pela então novata Alaíde Costa. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).
Lobo bobo (samba bossa, 1959) - Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli - Intérprete: João Gilberto
LP Chega de Saudade / Título da música: Lobo bobo / Lyra, Carlos (Compositor) / Bôscoli, Ronaldo (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum MOFB 3073 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.
Inusitada para a época, esta letra causou reações negativas como as de Sérgio Porto e Lúcio Rangel (“é um samba armado em burrice”) ou positivas como a de Ary Barroso, que achava “inteligentes” as letras da bossa nova. Já a censura implicou com a utilização do verbo “comer” no segundo verso (“que resolveu comer alguém”), obrigando os autores a trocá-lo por “jantar”.
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| Carlos Lyra - 1960 |
Lobo bobo (samba bossa, 1959) - Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli - Intérprete: João Gilberto
LP Chega de Saudade / Título da música: Lobo bobo / Lyra, Carlos (Compositor) / Bôscoli, Ronaldo (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum MOFB 3073 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.
E7+ Fº
Era uma vez um lobo mau
F#m7 B6/7
Que resolveu jantar alguém
F#m7 B6/7 E7
Estava sem vintém , mas arriscou
Fº F#7/9 B5+/7
E logo se estrepou
E7+ Fº
Um Chapeuzinho de maiô
F#m7 B6/7
Ouviu buzina e não parou
F#m7 B7 Bm5-/7 C#5+/7
Mas Lobo Mau insiste e faz cara de triste
F#m7 Gº Em7 C#5+/7
Mas Chapeuzinho ouviu os conselhos da vovó
F#m7 B7 Am3b E6/9
Dizer que não pra lobo, que com lobo não sai só
Bm7 E7/9 A7+ A6 Bm7 E7/9 A7+ A6
Lobo canta, pede, promete tudo até amor
C#m6b D#7 G#m7 C#m7 F#7/9 A/B B7/9-
E diz que fraco de lobo é ver um Chapeuzinho de maiô
E7+ Fº
Mas Chapeuzinho percebeu
F#m7 B6/7
Que Lobo Mau se derreteu
F#m7 B7 Bm5-/7 C#5+/7
Pra ver você que lobo também faz papel de bobo
F#m7 Gº G#m7 C#5+/7
Só posso lhes dizer, Chapeuzinho agora traz
F#m7 B7 Am3b E6/9
Um lobo na coleira que não janta nunca mais
Lobo bobo, uuuuh!
Carlos Lyra: Influência do Jazz
Em setembro de 1961, Carlos Lyra fundou, juntamente com Oduvaldo Viana Filho, Ferreira Gullar e outros companheiros, o CPC (Centro Popular de Cultura) da União Nacional dos Estudantes. Na ocasião, o compositor começava a considerar a bossa nova apenas uma forma musical moderninha de repetir as mesmas coisas românticas de sempre.
Isso refletiu-se em sua produção que, sem afastar-se de todo do romantismo, passou a tomar contornos nacionalistas, a partir de composições como “Mister Golden”, “Canção do Subdesenvolvido” e este surpreendente “Influência do Jazz”, que questionava tendências observadas em sambas da época (“Pobre samba meu / foi se misturando, se modernizando / e se perdeu...”). Bem sincopado, o samba mesclava tradição e modernidade, lembrando sua melodia, propositalmente, canções americanas como “Indian Love Call”, da opereta “Rose-Marie” e “You Were Meant for Me”, do filme “Cantando na Chuva”.
“Influência do Jazz” foi lançado pelo Tamba Trio (Luís Eça, Hélcio Milito e Bebeto) num programa de Zé Trindade, transmitido aos domingos pela TV Rio. O motivo da presença do Tamba no programa cômico era que seus componentes estavam iniciando carreira e o pessoal da televisão arranjara aquela brecha no horário nobre para apresentá-los, embora o conjunto e a música nada tivessem a ver com o humor do Zé. Em seguida, “Influência do Jazz” tornou se sucesso, sendo até executado duas vezes no famoso show de bossa nova no Carnegie Hall, por Lira e o Quarteto de Oscar Castro Neves (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).
Influência do Jazz (samba, 1962) - Carlos Lyra
LP Depois do Carnaval - O Sambalanço de Carlos Lyra / Título da música: Influência do jazz / Carlos Lyra (Compositor) / Carlos Lyra (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1962 / Álbum: P 630.492 L / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.
Isso refletiu-se em sua produção que, sem afastar-se de todo do romantismo, passou a tomar contornos nacionalistas, a partir de composições como “Mister Golden”, “Canção do Subdesenvolvido” e este surpreendente “Influência do Jazz”, que questionava tendências observadas em sambas da época (“Pobre samba meu / foi se misturando, se modernizando / e se perdeu...”). Bem sincopado, o samba mesclava tradição e modernidade, lembrando sua melodia, propositalmente, canções americanas como “Indian Love Call”, da opereta “Rose-Marie” e “You Were Meant for Me”, do filme “Cantando na Chuva”.
“Influência do Jazz” foi lançado pelo Tamba Trio (Luís Eça, Hélcio Milito e Bebeto) num programa de Zé Trindade, transmitido aos domingos pela TV Rio. O motivo da presença do Tamba no programa cômico era que seus componentes estavam iniciando carreira e o pessoal da televisão arranjara aquela brecha no horário nobre para apresentá-los, embora o conjunto e a música nada tivessem a ver com o humor do Zé. Em seguida, “Influência do Jazz” tornou se sucesso, sendo até executado duas vezes no famoso show de bossa nova no Carnegie Hall, por Lira e o Quarteto de Oscar Castro Neves (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).
Influência do Jazz (samba, 1962) - Carlos Lyra
LP Depois do Carnaval - O Sambalanço de Carlos Lyra / Título da música: Influência do jazz / Carlos Lyra (Compositor) / Carlos Lyra (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1962 / Álbum: P 630.492 L / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.
Em7 A7(b9) D7M B7(b9)
Pobre samba meu
Em7 A7/9 D7M D6/9
Foi se misturando se modernizando, e se perdeu
Am7 D7(b9)
E o rebolado cadê?, não tem mais
G#m7(b5) Gm6
Cadê o tal gingado que mexe com a gente
D6/F# F° Em7
Coitado do meu samba mudou de repente
A7/13 D6/9 B7(b9)
Influência do jazz
Em7 A7(b9) D7M B7(b9)
Quase que morreu
Em7 A7/9 D7M
E acaba morrendo, está quase morrendo, não percebeu
D6/9 Am7 D7(b9)
Que o samba balança de um lado pro outro
G#m7(b5) Gm6
O jazz é diferente, pra frente pra trás
D6/F# F° Em7
E o samba meio morto ficou meio torto
A7/13 D6/9
Influência do jazz
G#m7/11 G7(#11) F#m7 B7/9 F#m7 B7/9
No afro-cubano, vai complicando
F#m7 B7/9 F#m7 B7/9
Vai pelo cano, vai
G#m7 C#7/9 G#m7 C#7/9
Vai entortando, vai sem descanso
F#m7 Fm7 Em7 A7(b9)
Vai, sai, cai... no balanço!
Em7 A7(b9) D7M B7(b9)
Pobre samba meu
Em7 A7/9 D7M D6/9
Volta lá pro morro e pede socorro onde nasceu
Am7 D7(b9)
Pra não ser um samba com notas demais
G#m7(b5) Gm6
Não ser um samba torto pra frente pra trás
D6/F# F° Em7
Vai ter que se virar pra poder se livrar
A7/13 D6/9
Da influência do jazz
Rosana Toledo: Canção que Morre no Ar
Canção Que Morre No Ar (1960) - Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli - Intérprete: Rosana Toledo
LP A Voz Acariciante De Rosana / Título da música: Canção Que Morre No Ar / Carlos Lyra (Compositor) / Ronaldo Bôscoli (Compositor) / Rosana Toledo (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1960 / Nº Álbum: MOFB 3158 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.
Intr.:( D6 Em7 A7(b9) D6 Bm7 Fm7
Bb7/13 Eb7M Cm7 Bbm7 Eb7(b9)
Ab7/13 Ab7(b13) Abm7 Db7(b9) )
F#7M F#6 Em7
Brinca no ar
A7(b9) D7M F#m7/C# Bm7 A G#m7
Um resto de canção
C#7(b9) F#7M F#6 Em7
Um rosto tão sereno
A7(b9) D7M Bm7 G#m7 C#7(b9)
Tão quieto de paixão
F#7M F#6 Em7
Morre no ar
A7(b9) D7M F#m7/C# Bm7 A G#m7
O sempre mesmo adeus
C#7(b9) F#7M F#6
Meus olhos são teus olhos
G#m7 E7 A6 F#m7 Cm7
Para nós, vem
F7/13 Bb7M Bb6
Um mundo sempre amor
Gm Gm(7M) Gm7
O pranto que desliza
C7/4(9) F7M F6
No seio de uma flor
Em7 A7 D7M F#m7/C# Bm7
Terra-luz, anjo só
A C#m7 F#7(b13) Bm7 E7
Mil carícias você tras
Em7 A7/4(9) D7M
Beijo manso, luz e paz
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