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terça-feira, 4 de outubro de 2022

Luiz Gonzaga: A Moda da Mula Preta

Por alguns anos o disco que mais dividendos rendeu a Luiz Gonzaga foi "A Moda da Mula Preta", um autêntico recordista de vendagem. E o surpreendente é que esta moda-de-viola nem inédita era na ocasião, pois já havia sido lançada por Raul Torres e Florêncio em 1945.

Recolhida do folclore mineiro pelo próprio Torres, a peça conta em quatro partes a história de uma certa mula, ensinada e manhosa, que morre no verso final picada por uma cobra. Só que a história é contada com muita graça - e aí esta a razão do sucesso - sobre uma melodia repetitiva, fácil de memorizar. "A Moda da Mula Preta" foi na época um dos raros casos de música sertaneja a fazer sucesso em todo o país.

A moda da mula preta (moda de viola, 1948) - Raul Torres

Disco 78 rpm / Título da música: Moda da mula preta / Autoria: Torres, Raul (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Intérprete) / Acompanhamento (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1948 / Nº Álbum 800580 / Gênero musical: Moda de viola



A ----------------------------------------------------E7
Eu tenho uma mula preta tem sete palmos de altura
----------------------------------------------A---- E----- A
A mula é descanelada, tem uma linda figura
-----------------------------------------------E7
Tira fogo na calçada no rampão da ferradura
--------------------------------------------A---- E------ A
Com morena delicada, na garupa faz figura
-------D ----------E7 --------------------A ------E7 ------A
A mula fica enjoada, pisa só de andadura
------------------------------------------E7
Ensino na criação vejo quanto ela regula
-------------------------------------------------A----- E----- A
O defeito do mulão se eu contar ninguém calcula
-------------------------------------------------E7
Moça feia e marmanjão na garupa a mula pula
-----------------------------------------------A
Chega a fazer cerração todo pulo desta mula
------------D --------E7 -------------------A---- E------ A
Cara muda de feição, sendo preto fica fula
-------------------------------------------------E7
Eu fui passear na cidade só numa volta que dei
-----------------------------------------------A------ E--------- A
A mula deixou saudade no lugar onde passei
--------------------------------------------------E7
Pro mulão de qualidade, quatro milhões injeitei
--------------------------------------------A------ E -------A
Pra dizer a verdade, nem satisfação eu dei
----------D ---------E7---------------------- A------ E ------A
Fui dizendo boa tarde pra minha casa voltei
-------------------------------------------------E7
Soltei a mula no pasto veja o que me aconteceu
---------------------------------------------A----- E------- A
Uma cobra venenosa a minha mula mordeu
--------------------------------------------------E7
Com o veneno desta cobra a mula nem se mexeu
-----------------------------------------------------A----- E ------A
Só durou umas quatro horas depois a mula morreu
---------D --------------E7 ----------------------A------ E------- A
Acabou-se a mula preta que tanto gosto
me deu


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sábado, 1 de outubro de 2022

Augusto Calheiros: Dúvida

Augusto Calheiros
Dúvida (valsa, 1946) - Luiz Gonzaga e Domingos Ramos

Disco 78 rpm / Título da música: Dúvida / Ramos, Domingos (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Compositor) / Calheiros, Augusto, 1891-1956 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1946 / Nº Álbum: 800416 / Gênero musical: Valsa.



--------Dm--------- Dm/C -------E7 ------A7
Não sei porque razão tu tens ciúmes
--------Dm ----------A7 ---------------Dm------ A7
Não sei porque razão não crês em mim
--------Dm--------- Dm6----------- A
Se sabes que te quero e o meu amor é tão sincero
---------E7 ------------------A7
É demais duvidar tanto assim

Ai de mim


--------Dm ---------Dm/C ------E7----- A7
Não sei porque razão tanto ciúme
--------Dm ----------A7 ---------------Dm------ A7
Não sei porque razão não crês em mim
---------D---------------- A7
Bem vês que vivo escravizado e preso
---------------D------ Gb7
Ao teu encanto
----------Bm
Não deves duvidar
------Gb7 -------------------Bm----- B7
Assim de quem te adora tanto
----------Em -------------A7
Não deves duvidar de mim
------D---------------- B7
Porque não tens razão
-----Em------------------ A7
Assim, torturas sem querer
---------------D
meu coração