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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Luiz Cláudio: Você Vai Gostar (Lá no Pé da Serra)


Você vai gostar (Lá no pé da serra) (1952) (guarânia) - Elpídio dos Santos - Intérprete: Luiz Cláudio

LP Viola De Bolso / Título da música: Você Vai Gostar / Elpídio dos Santos (Compositor) / Luiz Cláudio (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1979 / Álbum: 062 421154 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Guarânia / Regional / Sertanejo


Am
Fiz uma casinha branca
            A7
Lá no pé da serra
               E7
Pra nós dois morar
Fica perto da barranca
           Am
Do Rio Paraná
A paisagem é uma beleza
            A7
Eu tenho certeza
            Dm
Você vai gostar
Fiz uma capela
Am               E7
Bem do lado da janela
               A
Pra nós dois rezar
Quando for dia de festa
                                E
Você veste o seu vestido de algodão
Quebro meu chapéu na testa
                  A
Para arrematar as coisas do leilão
A7                  D
Satisfeito eu vou levar
              C#7
Você de braço dado
               F#m
Atrás da procissão

D                    A
Vou com meu terno riscado
    F#7     B7            E7     A
Uma flor do lado e meu chapéu na mão (2x)

(repete tudo)

( E7 A )

Rolando Boldrin: Vide Vida Marvada


Vide vida marvada (1981) - Rolando Boldrin - Intérprete: Orlando Boldrin

LP Som Brasil / Título da música: Vide Vida Marvada / Rolando Boldrin (Compositor) / Rolando Boldrin (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1981 / Álbum: 409.6056 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Regional / Sertanejo


E7 
Corre um boato aqui donde eu moro 
Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas 
Que no capim mascado do meu boi 
A baba sempre foi santa e purificada 
Diz que eu rumino desde minininho fraco e mirradinho 
A ração da estrada vou mastigando o mundo                                 
E ruminando e assim vou tocando essa vida marvada 
                                               
         A                       E7 
E que a viola fala alto no meu peito mano 
                                           A 
E toda a moda é um remédio pros meus desenganos 
                                 E7 
É que a viola fala alto no meu peito mano 
                                    A       
E toda a mágoa é um mistério fora desse plano 
                  A7                          D       
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver 
Chega lá em casa pra uma visitinha 
                                           A 
Que no verso ou no reverso de uma vida inteirinha 
         E7                   A 
Há de encontrar-me num cateretê     (bis) 

                E7 
Tem um ditado tido como certo 
Que cavalo esperto não espanta a boiada 
E quem refuga o mundo resmungando 
Passará berrando esta vida marvada 
Cumpadre meu que envelheceu cantando 
Diz que ruminando dá pra ser feliz 
Por isso  eu vaguei ponteando 
E assim procurando a minha flor de liz  (ref.) 

Os Incríveis: Vendi os Bois


Vendi os Bois (1969) - Dom - Interpretação: Os Incríveis

LP Os Incríveis / Título da música: Vendi os Bois / Dom (Compositor) / Os Incríveis (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1969 / Álbum: BBL 1500 / Lado B / Faixa 2.


Tom: A

A7        D  
Vendi os bois. O filho nosso vai casar. 
                              A7 
 é feriado hoje, a roça vai parar. 
           D 
 vem cá depois, preciso mandar ver peru 
                                      A7 
 oh rosa! vê se os dois preferem um tatu. 
  
 D 
 sela meu burro, zé! 
G 
 vai convidar tião. 
D                                A7 
 traz da cidade um pano pra mulher. 
D 
 hei, rosa, olhe o pirão, 
G 
 põe caldo de feijão, 
D                                A7 
 faz da maneira que o pai dela quer. 
  

A7         D 
 vendi os bois. O filho agora vai casar. 
                                        A7 
 vai ser a melhor festa que eu dei no lugar. 
           D 
 vem cá depois, preciso mandar ver melão. 
                                       A7 
 oh, rosa! vê se o doce é melhor que mamão. 

D 
 sela meu burro, zé! 
G 
 vai convidar tião. 
D                                A7 
 traz da cidade um pano pra mulher. 
D 
 hei, rosa, olhe o pirão, 
G 
 põe caldo de feijão, 
D                                A7 
 faz da maneira que o pai dela quer. 
  

Patrício Teixeira: Tristeza do Jeca


Angelino de Oliveira
Conhecida também como "Tristeza do Jeca", esta toada nasceu em Botucatu em 1918, popularizando-se no interior paulista por volta de 1922. Então, gravada pela Orquestra Brasil-América (1924) e pelo cantor Patrício Teixeira (1926), ganhou o país, convertendo-se num dos maiores clássicos de nossa música sertaneja.

Importante centro econômico do estado de São Paulo, Botucatu registrava já àquele tempo uma razoável movimentação artística, reunindo cantadores e músicos, entre os quais o autor da composição, Angelino de Oliveira. "Era um humilde tocador de violão e guitarra portuguesa", dizia o compositor Ariovaldo Pires (Capitão Furtado), amigo pessoal de Angelino. Com sua melodia e letra pungentes, "Tristezas do Jeca" canta as mágoas de um matuto apaixonado:

Tristeza do Jeca (toada, 1922) - Angelino de Oliveira / Disco 78 rpm / Teixeira, Patrício (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1925-1927 / Nº Álbum 123134 / Gênero musical: Toada



---D --------G ----------D -------------A7
Nestes versos tão singelos / Minha bela,
----------D----------- G----------- D------------ A7
Meu amor / Pra vancê quero contar meu sofrer
---------------D -----D7----
A  minha dor  ------


----G-------------------- D
Eu sou como o sabiá
-----------------B7----------- Em-------------- A7
Que quando canta é só tristeza / Desde o galho
----------------D
onde ele está (bis)


(refrão: )

----------A7------------------------------------ D
Nessa viola canto e gemo de verdade
------------A7------------------------------ D
Cada toada representa uma saudade

--D-------- G------------- D----------------- A7-------------- D
Eu nasci naquela serra / Num ranchinho a beira-chão
-------------------G-------- D------------- A7--------- D------- D7
Todo cheio de buraco / Onde a lua faz clarão


------G------------------- D-------------- B7---------- Em
Quando chega a madrugada / Lá no mato a passarada
--------A7------------ D
Principia um baruião (bis) (refrão)

---D -----G----------------- D
Lá no mato tudo é triste

------------A7------------ D
 
Feito o jeito de falar
-----------G -----------D -----------A7---------- D--- D7
Quando risco minha viola dá vontade chorar


--------------G -------------D ---------B7------------ Em
Não há um que cante alegre / Tudo vive padecendo
----------A7------------ D
Cantando pra aliviar    (bis) ( refrão )



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Adauto Santos: Triste Berrante


Triste berrante (toada, 1978) - Adauto Santos - Intérprete: Adauto Santos

LP Triste Berrante / Título da música: Triste Berrante / Adauto Santos (Compositor) / Adauto Santos (Intérprete) / Gravadora: Arlequim / Ano: 1978 / Álbum: ARLP 4017 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo


Tom: C 

Intro: Dm7  G7  C7M  C7M  F  Bm7/b5  E7  Am A7

    Dm7                G7        C7M
Já vai bem longe este tempo, bem sei
     F                Bm7/b5 E7   Am A7
Tão longe que até penso que eu sonhei
     Dm7                    G7      C7M
Que lindo quando a gente ouvia distante
               F7M       Bm7/b5
O som daquele triste berrante
           E7       Am7   A7
E um boiadeiro a gritar, êia!
  Dm7               G7         C7M
E eu ficava ali na beira da estrada
           F7M    Bm7/b5     E7            A
Vendo caminhar a boiada até o último boi passar
 Bm7        E7              A
Ali passava boi, passava boiada
              F#m7                 Bm7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
             E7             A  Dm G C F E7
Onde foi cravado muito coração  
     Dm7                G7     C7M
Mas sempre foi assim e sempre será
  F7M              Bm7/b5   E7 Am  A7
O novo vem e o velho tem que parar
       Dm7             G7         C7M
O progresso cobriu a poeira da estrada
            F7M         Bm7/b5
E esse tudo que é o meu nada
              E7     Am       A7
Eu hoje tenho que acatar e chorar
    Dm7                G7       C7M
E mesmo tendo gente e carro passando
            F7M       Bm7/b5     E7       A
Meus olhos estão enxergando uma boiada passar
Bm7        E7              A
Ali passava boi, passava boiada
              F#m7                 Bm7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
             E7             A 
Onde foi cravado muito coração

Diana Pequeno: Trem do Pantanal


Em 1975 Geraldo Roca e Paulo Simões moravam no Rio de Janeiro mas viajavam para Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, numa cabine dormitório do Trem do Pantanal da NOB que ia até Corumbá, e dali embarcaram no chamado Trem da morte boliviano. Durante essa viagem tiveram a ideia de compor a canção, que não chamaram inicialmente "Trem do Pantanal", deram um titulo provisório de "Trilhos da Terra", mas com a fama mundial do Pantanal convenientemente o título definitivo ficou como "Trem do Pantanal". Só compuseram a primeira estrofe nessa viagem, em meia hora de trabalho, conforme várias entrevistas que Roca deu a Internet.

 O ambiente da viagem, a angústia da fuga da Ditadura, os induziu a compor essa canção, conforme as próprias palavras de Roca em entrevistas, as referências a "mais um fugitivo da guerra" na música são porque Paulinho fugia dos militares do Golpe de Estado de 1964, que tinham atacado a célula do PCB no Rio de janeiro a qual Paulinho frequentava em 1975 - apesar de tão jovem, na época os dois eram adolescentes com aproximadamente 17 anos. Nessa época nem faziam shows nem eram famosos, só tocavam em casa e com amigos, mas a partir de 1976 começaram a lutar por sua divulgação, por shows, etc. 

No início de suas carreiras se apresentaram num festival no Mato Grosso do Sul, com a música "Trem do Pantanal", mas ela foi desclassificada porque foi acusada de subversiva pelas palavras "mais um fugitivo da guerra", que se referiam a "fugitivo da Ditadura", segundo o entendimento dos jurados. Eles só souberam do motivo da desclassificação muitos anos depois pois a referencia à Ditadura Militar era bem velada (Fonte: Wikipédia).

Trem do Pantanal (1975) - Geraldo Roca e Paulo Simões - Intérprete: Diana Pequeno

LP Sinal de Amor / Título da música: Trem do Pantanal / Paulo Simões (Compositor) / Geraldo Roca (Compositor) / Diana Pequeno (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1981 / Álbum: 103.0410 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Regional / Sertaneja

E                            G#
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m                 Bm    E7       A
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
        E                 G#
De que esse é o melhor caminho
        C#m     C
Pra quem é como eu
          F#m        B7 E
Mais um fugitivo da guerra
E                            G#
Enquanto esse velho trem atravessa o pantanal
C#m                 Bm          E7         A
O povo lá de casa espera que eu mande um postal
  E                  G#            C#m C
Dizendo que eu estou muito bem e vivo
        F#m            B7  E    B5+/7
Rumo à Santa Cruz de La Sierra
E                            G#
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m              Bm          E7  A
Só meu coração está batendo desigual
      E               G#    C#m     C
Ele agora sabe que o medo viaja também
       F#m                B7 E
Sobre todos os trilhos da terra
       F#m              B7  E
Rumo a Santa Cruz de La Sierra

Irmãs Galvão: Tema Novo


Tema novo - João Pacífico - Intérprete: Irmãs Galvão

LP Sinfonia Nacional / Título da música: Tema Novo / João Pacífico (Compositor) / Irmãs Galvão (Intérprete) / Gravadora: Califórnia / Ano: 1977 / Álbum: CL 4132 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Regional / Sertanejo.



Quis fazer um tema novo
E pensei bastante
Antes de escrever
Eu não quis falar de amor
Nem saudade, dor
E nada de sofrer
Em lugar de nostalgia
Quis dar alegria
Ao meu coração
Comecei tudo sorrindo
E que tema lindo
Para uma canção
Mas nesta segunda parte
Talvez por pura emoção
Fiz um acorde muito triste
Sem querer no violão
Transformou todo o meu tema
Acabei magoando meu coração
Ele é muito delicado
Em histórias de amor
Por incrível que pareça
Eu não pude mais
Eu não queria assim
Eu queria paz
Vejam só que ironia
Que amargura de um compositor
Tive que gravar chorando
E o tema terminei na dor

João Pacífico: Tapera Caída

João Pacífico
Tapera caída - João Pacífico - Intérprete: João Pacífico

CD A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores E Intérpretes - João Pacífico / Título da música: Tapera Caída / João Pacífico (Compositor) / João Pacífico (Intérprete) / Gravadora: SESC-SP / Ano: 2000 / Álbum: JCB-0709-008 / Faixa 8 / Gênero: Regional / Sertanejo.



Cabocla, se ocê soubesse
Quanto meu peito padece
Sofrendo tanta maldade
Vancê, eu sei, num se ria,
Mostrando tanta alegria,
Vendo eu chorar de sodade.
Essa sodade marvada,
Que fez no peito morada,
Depois que ocê me deixou,
Como tapera caída
Que foi p'os mato invadida
Depois que os dono mudou.
Vancê num sente saudade,
Ri de felicidade,
Tem outro amor,
Tem prazer.
Mas vancê, eu sei,
De contente,
Tem inveja dessa gente
Que não sabe o que é sofrer.
Cabocla se ocê soubesse
Quanto meu peito padece,
O que já passei na vida,
Vancê roçava esse mato
Que invadiu só de ingrato
Essa tapera caída.
Mas eu comparo a saudade
Com essa grama tiririca,
As foia verde se arranca,
Mas a raiz sempre fica.
E o coração é morada,
Sem morador não tem vida.
Vorte a reconstruir
Esta tapera caída

Moacyr Franco: Seu Amor Ainda é Tudo


Seu amor ainda é tudo (1982) - Moacyr Franco - Intérprete: Moacyr Franco

Compacto simples / Título da música: Seu amor ainda é tudo / Moacyr Franco (Compositor) / Moacyr Franco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1982 / Álbum: 101.0873 / Lado B.


Tom: A  

Am                                 Dm
Muito prazer em revê-la você está bonita
E7                                     Am
Muito elegante mais jovem tão cheia de vida
                 A7                   Dm
Eu ainda falo de flores e declamo seu nome
E7                                         A    E7
Mesmo meus dedos me traem e disco seu telefone
 A
É minha cara, mudei, minha cara
                      D
Mas por dentro eu não mudo
 Bm                               E7
O sentimento não pára a doença não sara
                A          E7
Seu amor ainda é tudo     tudo
 A                  Gbm             Bm
Daquele momento até hoje esperei você
  E7                            A        E7
Daquele maldito momento até hoje só você
   A                     Gbm            Bm
Eu sei que o culpado de não ter você, sou eu
     E7                                      A
E esse medo terrível de amar outra vez . . .é meu
Am                             Dm
Sei não devia dizer e disse perdoa
   E7                                       A
Bem que eu queria encontrá-la e sorrir numa boa
                  A7                  Dm
Mas convenhamos a vida nos faz tão pequenos
E7                                     A
Nos preparamos pra muito e choramos por menos (refrão)

Orlando Silva: Sertaneja

Orlando Silva
De uma simplicidade comovente, este bucólico canto de amor à mulher sertaneja seria uma das composições mais cantadas em todo o Brasil nos anos seguintes ao seu lançamento, em julho de 39. Todo amador com pretensões a se tornar um novo "cantor das multidões", inscrevia-se num programa de calouros (que na época vivia o auge da popularidade) para cantar: "Sertaneja se eu pudesse / se Papai do Céu me desse / o espaço pra voar / eu corria a natureza / acabava com a tristeza / só pra não te ver chorar...".

Incluída entre os maiores sucessos de Orlando Silva, "Sertaneja" seria superada em popularidade apenas por três ou quatro canções de seu repertório, como "Carinhoso" e "Lábios Que Beijei". Curiosamente, seu autor, o compositor, jornalista e empresário artístico, René Bittencourt, não era do sertão, tendo nascido na Ilha de Paquetá e vivido no Rio de Janeiro.

Sertaneja (canção, 1939) - René Bittencourt

Disco 78 rpm / Título da música: Sertaneja / Autoria: Bittencourt, René (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1939 / Nº Álbum 34455 / Lado B / Gênero: Canção


Em------- C----------- Em------- C ----------------Em
Sertaneja se eu pudesse / Se Nosso Senhor me desse
---------C --------B7 -C -B7----------- Am--------- B7
O espaço pra voar /--------- Eu corria a natureza
--------Am ------------B7 -------------------------Em-- B7-- Em
Acabava com a tristeza / Só prá não te ver chorar
----------C----------- Em ----------C ------------Em
Na ilusão deste poema / Eu roubava um diadema
-----------E7----------- Am--- E7-- Am -------Am6------ Em
Lá do céu pra te ofertar / --------E onde a fonte rumoreja
--------------------Gb7 -----------B7 -------(Em) (B) (Em)
Eu erguia tua igreja / Dentro dela o teu altar

(B) ------Em-------------C-----------------B7
Sertaneja / Porque choras quando eu canto ?
-------------------------------------Em------- B7
Sertaneja / Se este canto é todo teu . . . .
---------E7------------------------- Am--------- Am6
Sertaneja / Prá secar os teus olhinhos
----------------------Em----- B7---------------- (Em) (B) (Em) (B) Em
Vá ouvir os passarinhos / Que cantam mais do que eu

---------C -------------Em----------- C ---------------Em
A tristeza do seu pranto / É mais triste quando eu canto
----------C ---------------B7 -------------Am----------- B7
A canção que eu te escrevi / E os teus olhos neste instante
--------------Am---------------- B7----------------------- Em- --B7--- Em
Brilham mais que a mais brilhante das estrelas que eu já vi.

---------C ---------------Em ---------C----------- Em
Sertaneja vou me embora / A saudade vem agora
----------E7 ---------Am-- E7 ----Am------- Am6------- Em
A alegria vem depois / --------Vou subir por essas serras
--------------------------Gb7 -----------B7------------- (Em) (B) (Bm)
Construir lá noutras terras / Um ranchinho prá nós dois
.


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Anjos do Inferno: Serenô

Anjos do Inferno.

Serenô - Tradicional - Adaptação de Antônio Almeida - Interpretação: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Serenô / Tradicional / Antônio Almeida (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, Julho/1943 / Nº Álbum 55448 / Gênero musical: Valsa.


Tom: A

  A                        E7           A
Sereno oi cai, oi cai.... Sereno deixa cair.
  E7            A          E7           A
Sereno da madrugada não deixou meu bem dormir
  E7                             A
Minha vida ai, ai, ai  ... é um barquinho ai, ai, ai...
  E7                     A
Navegando sem leme e sem luz
        E7                          A
Quem me dera, ai, ai, ai ....Se eu tivesse, ai, ai, ai...
    E7                   A
O farol de seus olhos azuis

(2x)

        E7                      A
Vivo triste, ai, ai, ai ....Soluçando, ai, ai, ai...
        E7               A
Recordando o amor que perdi
        E7                      A
E o sereno ai, ai, ai ....É o pranto ai, ai, ai...
        E7                    A
Dos meus olhos que choram por ti

(repete o primeiro)

Ruy Maurity: Serafim e Seus Filhos


Serafim e seus filhos (1976) - Ruy Maurity e José Jorge - Intérprete: Ruy Maurity

LP Nem Ouro, Nem Prata / Título da música: Serafim e seus filhos / Ruy Maurity (Compositor) / José Jorge (Compositor) / Ruy Maurity (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1976 / Álbum: 403.6100 / Lado A / Faixa 6 / Gravações anteriores: Luiz Cláudio (1972), Ruy Maurity (1972) e Sérgio Reis (1976).


G                                       
São três machos e uma fêmea,
  por sinal Maria, 
                      C
  que com todos se parecia
D7                                     
Todos de olhar esperto para ver de perto 
                              G
  quem de muito longe é quem vinha
                           
Filhos de dois juramentos 
                  G7                  C
  todos dois sangrentos, em noite clarinha
         A         G                 D           
Ê, ah, ôôôô, o João Quebra-Bbôco, Mané Quindim, 
     C         G    D7    C    G
  Lourenço e Maria
                             
Noite alta de silêncio e lua, 
                                C
  Serafim o bom pastor de casa saía
D7                                 
Dos quatro meninos dois levavam rifles 
                                G
  outros dois levavam fumo e farinha
                              
Bandoleros de los campos verdes 
         G7                  C
  Don Quixotes, de nuestro desierto
       A         G              
Ê, ah, ôôôô, Serafim bom de corte, 
     D            C         G    D7    C    G
  Mané, João, Lourenço e Maria
                                         
Mas o tal Lourenço dos quatro o mais novo 
                            C
  era quem dos quatro tudo sabia
D                                      
Resolveu dexar o bando e partir pra longe 
                      G
   onde ninguém lhe conhecia
                      
Serafim jurou vingança: 
                 G7                C
  filho meu não dança, conforme a dança
         A         G            
Ê, ah, ôôôô, e mataram Lourenço, 
       D          C      G      D7    C    G
   em noite alta de lua mansa
                       
Todo mundo dessas redondezas 
                                       C
   conta que o tal Lourenço não deu sossêgo
D                             
Fez cair na vida sua irmã Maria 
                               G
   e os outro dois matou só de medo
                                   G7                C
Serafim depois que viu o filho lobisomem, perdeu o juízo
       A         G          
Ê, ah, ôôôô, e morreu sete vezes, 
     D               C       G     D    C    G    D    G
   até abrir caminho pro paraíso.

Chitãozinho e Xororó: Se Deus Me Ouvisse


Se Deus me ouvisse (1971) - Almir Rogério - Interpretação: Chitãozinho e Xororó

LP Chitãozinho e Xororó / Título da música: Se Deus me ouvisse / Almir Rogério (Compositor) / Chitãozinho e Xororó (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1986 / Álbum: COELP 41992 / Lado B / Faixa 6 / Gravações anteriores: Silvana (1971) e Cláudia Barroso (1972).


Tom: F

Introd.: F Am Bb C47 C7

F
Ah! Se Deus me ouvisse
Am
E mandasse pra mim
Aquela que eu amo
Bb
E que um dia partiu
Deixando a tristeza
C7
junto de mim
F
Ah! Voltaria pra mim
Am
Toda a felicidade
Sairia do peito
Bb
A dor da saudade

Renascia uma vida
C7           C B
A caminho do fim
Bb         C7
Ah! Eu lhe peço, Senhor
Am           Dm
Ah! Traz de volta esse amor
Db                   Ab
Senhor, está perto o meu fim
Bb
Eu lhe peço, meu Deus,
C47   C7
Tenha pena de mim

(F Am Bb C47 C7 F)
Ah! Ahh! Ah!!........

Carlos Galhardo: Saudades de Matão

Raul Torres
Até 1920, quando Saudades de Matão já se tornara bem conhecida, pouco se sabia sobre sua autoria, sendo por alguns considerada tema popular. Então, através da revista A Lua, de São Paulo, Jorge Galati foi identificado como autor da composição (na foto: Raul Torres que fez a letra da valsa).

Nascido na província de Catanzaro (Itália) cm 1885, ele chegou ao Brasil cinco anos depois, quando a família transferiu-se da Europa para São Carlos do Pinhal (SP). Daí em diante, até sua morte em 1969, viveria em diversas cidades paulistas sempre levado por suas atividades musicais.

Assim, após estudar música em São José do Rio Pardo, já exercia com apenas 19 anos a função de mestre da Banda Ítalo-Brasileira de Araraquara. Foi aí, em 1904, que compôs a celebre valsa, originalmente intitulada Francana e que depois, à sua revelia, passou a chamar-se Saudades de Matão. A troca do título aconteceu por volta de 1912, sendo responsável pela mudança Pedro Perches de Aguiar, na época músico em Taquaritinga.

Em 1949, quando Saudades de Matão transformada em sucesso nacional já rendia bons dividendos artísticos e pecuniários, o mesmo Perches resolveu reivindicar sua autoria, estabelecendo-se grande polêmica na imprensa e no rádio.

O assunto mereceu de Almirante rigorosa pesquisa, havendo em seu arquivo variada documentação a favor de Jorge Galati. Há, por exemplo, uma declaração, registrada em cartório, do Sr. Pio Corrêa de Almeida Morais, prefeito de Araraquara em 1904, que afirma ter ouvido muitas vezes naquele ano Galati interpretar a valsa Francana.

Mas, segundo Galati, apareceram ainda no decorrer do tempo outros pretendentes à autoria da valsa, como Antonio Carreri, José Carlos Piedade, Protásio Tomás de Carvalho, José Stabile e Antenógenes Silva, sendo que este último registrou um arranjo sobre o tema popularizada como peça instrumental, Saudades de Matão recebeu letra de Raul Torres em 1938.

Saudades de Matão (valsa, 1904) - Jorge Galati, Antenógenes Silva e Raul Torres - Interpretação: Carlos Galhardo



-------------G--------------- D7--------------------------G
Neste mundo eu choro a dor / Por uma paixão sem fim
--------------------------D7------------------------------- G
Ninguém conhece a razão / Porque eu choro tanto assim
-------------------------D7-------------------- G
Quando lá no céu surgir / Uma peregrina flor
G7-------------------- C--------------------- D7---------------------- G
Pois todos devem saber / Que a sorte me tirou foi uma grande dor
---------D7--------- G---------- D7----------------------- G
Lá no céu junto a Deus / Em silêncio minh’alma descansa
--------D7------------- G
E na terra, todos cantam
---------C----------------- D7---------------------G ----- G7
Eu lamento minha desventura nesta grande dor
C---- G7------- C------------------------ G7
Ninguém me diz / Que sofreu tanto assim
------------------------------------------C------------------ C7
Esta dor que me consome / Não posso viver / Quero morrer
---------------------------------F
Vou partir prá bem longe daqui
------------------------C----- G7------- C
Já que a sorte não quis / Me fazer feliz.



Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34

Elis Regina: Romaria


Em maio de 1977, a Rádio Jovem Pan iniciou no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, uma série de shows intitulada “O Fino da Música”, sob o comando de Zuza Homem de Mello. No dia 27 de julho, Elis Regina, grávida de sete meses, cantaria em “O Fino da Música n° 3” para uma plateia de três mil e quinhentas pessoas. Neste espetáculo seria lançada “Romaria”, do compositor/cantor Renato Teixeira, um paulista de Taubaté.

Uma toada mística sobre um caipira, herege arrependido, que busca a paz na igreja, “Romaria” impressiona principalmente pelo refrão, que desenvolve um curioso jogo de palavras: “Sou caipira, Pirapora nossa / Senhora de Aparecida / ilumina a mina escura e funda / o trem da minha vida.” Esses e outros versos, tipo “quebra-língua” (“é de laço e de nó / de gibeira o jiló dessa vida”), elogiados como poesia concreta por Augusto de Campos, foram feitos em menos de meia hora, numa época (anos setenta) em que Renato morava em São Paulo e dedicava-se à criação de jingles. Foi no estúdio em que eram gravados os jingles que ele conheceu Elis e César Camargo Mariano.

“Romaria” nasceu das lembranças de episódios de fé religiosa presenciados pelo autor em Aparecida do Norte. Integrando com mais sete composições uma fita gravada a pedido de Elis, a canção seria, juntamente com “Sentimental Eu Fico”, por ela escolhida para entrar em seu elepê de 1977. Gravadas as músicas em dois dias seguidos, Elis chamaria Renato para regravar “Romaria”, desta vez com os componentes do seu Grupo Água, o que daria maior autencidade à gravação.


Lançado o disco, a toada tornou-se rapidamente um clássico do gênero sertanejo, território no qual ninguém jamais imaginaria que uma cantora como Elis Regina pudesse penetrar sem o risco de parecer caricatural. Seu sucesso com “Romaria” valeu assim como um toque antecipado do surto expansionista da música caipira além de suas fronteiras naturais, que aconteceria anos depois. Tornou conhecido, ainda, o nome de Renato Teixeira, ao lado de tantos outros por ela projetados como Milton Nascimento, Ivan Lins, Belchior e a dupla João Bosco-Aldir Blanc (Fonte: A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Romaria (1977) - Renato Teixeira - Intérprete: Elis Regina

LP Elis / Título da música: Romaria / Renato Teixeira (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1977 / Álbum: 6349 334 / Lado B / Faixa 1.

(Introdução 2x): D   G

D                   G   D                   G
   É de sonho e de pó,     o destino de um só,
         D              F#7  Bm                    F#7
   feito eu perdido em pensamentos, sobre o meu cavalo
Bm                 E        Bm        E
   É de laço e de nó, de gibeira o jiló
          Bm        F#7    Bm    B7
   dessa vida, cumprida a só


(Refrão):
         G               A7             D    F#7 Bm
Sou  caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
    G                    A7                     D     D7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
         G               A7             D    F#7 Bm
Sou  caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
    G                    A7                     D4(7/9)
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida


D                  G    D                G
   O meu pai foi peão,    minha mãe solidão
           D             F#7   Bm                   F#7
   Meus irmãos perderam-se na vida, a custa de aventuras
Bm               E            Bm       E
   Descasei, joguei,    Investi, desisti
          Bm            F#7        Bm   B7
   Se há sorte, eu não sei, nunca vi


(Refrão):
         G               A7             D    F#7 Bm
Sou  caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
    G                    A7                     D     D7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
         G               A7             D    F#7 Bm
Sou  caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
    G                    A7                     D4(7/9)
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida


D                 G    D                  G
   Me disseram porém,    Que eu viesse aqui
       D        F#7      Bm               F#7
Prá pedir de romaria e prece, paz nos desaventos
Bm                    E   Bm                E
   Como eu não sei rezar,    só queria mostrar
       Bm         F#7        Bm      B7
Meu olhar, meu olhar, meu olhar


(Refrão):
         G               A7             D    F#7 Bm
Sou  caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
    G                    A7                     D     D7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
         G               A7             D    F#7 Bm
Sou  caipira , pirapora nossa, Senhora de, Aparecida
    G                    A7                     D     D7
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida
         G               A7
Sou  caipira , pirapora nossa
         D    F#7 G   D9/F#
Senhora de, Aparecida

Alvarenga e Ranchinho: Romance de Uma Caveira

Romance de uma caveira (valsa humorística, 1940) - Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales

Gravação original: disco 78 rpm / Título da música: Romance de uma caveira / Autoria: Alvarenga (Compositor) / Ranchinho (Compositor) / Sales, Chiquinho (Compositor) / Alvarenga e Ranchinho (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1940 / Nº Álbum 11831 / Lado A / Lançamento: 1940 / Gênero: Valsa humorística

Tom: C  

Intro: Em

Em            B7            Em
Eram duas caveiras que se amava
E7                     Am
E a meia-noite se encontrava
           B7             Em
Pelo cemitério os dois passeava
  F#7                      C   B7
E juras de amor então trocava.
 
 Em               B7           Em
Sentado os dois em riba da lousa fria
     E7                      Am
A caveira apaixonada assim dizia
            B7              Em
Que pelo caveiro de amor morria
   F#7                    B7
E ele de amores por ela vivia.
 
 Em        B7          Em
Ao longe uma coruja cantava alegre
    E7                          Am
De ver os dois caveiro assim feliz
               B7             Em
E quando se beijavam em tom fúnebre
    F#7          B7          Em
A coruja batendo asas, pedia bis.
 
 D7               G
Mas um dia chegou de "pé junto"
     B7                  F   E7
Um cadáver novo de um defunto
      Am     Em               Em7
E a caveira p'ra ele se apaixonou
      F#7                 B7
E o caveiro antigo, abandonou.
 
 D7                    G
O caveiro tomou uma bebedeira
     B7                  F   E7
E matou-se de um modo romanesco
    Am             Em      Em7
Por causa dessa ingrata caveira
         F#7            B7     Em
Que trocou ele por um defunto fresco.

Tião Carreiro e Pardinho: Rio de Lágrimas

Rio de lágrimas - Tião Carreiro, Piraci e Lourival Santos

Compacto simples / Título da música: Rio De Lágrimas (Rio De Piracicaba) / Tião Carreiro (Compositor) / Piraci (Compositor) / Lourival dos Santos (Compositor) / Tião Carreiro e Pardinho (Intérprete) / Gravadora: Chantecler / Ano: 1971 / Álbum: C-33.6416 / Lado B.


D
O rio de Piracicaba
  A7               D
Vai jogar água prá fora
Quando chegar a água
   A7                   D
Dos olhos de alguém que chora

                    A7
Lá no bairro onde eu moro
                 Bm
Só existe uma nascente
                     A7
A nascente dos meus olhos
                   D
Já brotou água corrente
                   G
Pertinho da minha casa
               D
Já formou uma lagoa
                       A7
Com lágrimas dos meus olhos
                     D
Por causa de uma pessoa

                    A7
Eu quero apanhar uma rosa
                   Bm
Minha mão já não alcança
               A7
Eu choro desesperado
                    D
Igualzinho a uma criança
                       G
Duvido alguém que não chore
                  D
Pela dor de uma saudade
                      A7
Eu quero ver quem não chora
                  D
Quando ama de verdade

Duo Glacial: Poeira


Poeira (toada, 1967) - Serafim Colombo Gomes e Luís Bonan - Intérprete: Duo Glacial

Compacto simples / Título da música: Poeira / Luis Bonan (Compositor) / Serafim Colombo Gomes (Compositor) / Duo Glacial (Intérprete) / Gravadora: Sertanejo / Chantecler / Ano: 1967 / Álbum: C-16.145 / Lado A / Gênero musical: Toada / Cateretê / Regional / Sertanejo


C                 G7
O carro de boi lá vai
                   C
Gemendo lá no estradão
       G7             C
Suas grandes rodas fazendo
G7                   C
Profundas marcas no chão
G7                C               F
Vai levantando poeira, poeira vermelha
  C    G7                C
Poeira, poeira do meu sertão
                  G7
Olha seu moço a boiada
                  C
Em busca do ribeirão
       G7              C
Vai mugindo e vai ruminando
G7              C
Cabeças em confusão
G7                C               F
Vai levantando poeira, poeira vermelha
  C    G7                C
Poeira, poeira do meu sertão
               G7
Olha só o boiadeiro
                  C
Montado em seu alazão
     G7              C
Conduzindo toda a boiada
G7                   C
Com seu berrante na mão
G7               C               F
Seu rosto é só poeira, poeira vermelha
  C    G7                C
Poeira, poeira do meu sertão
               G7
Barulho de trovoada
                 C
Coriscos em profusão
    G7               C
A chuva caindo em cascata
G7                C
Na terra fofa do chão
G7                   C               F
Virando em lama a poeira, poeira vermelha
  C    G7                C
Poeira, poeira do meu sertão
                   G7
Poeira entra meus olhos
                  C
Não fico zangado não
      G7                  C
Pois sei que quando eu morrer
G7                    C
Meu corpo irá para o chão
G7                  C               F
Se transformar em poeira, poeira vermelha
  C    G7                C   C7
Poeira, poeira do meu sertão
                  F     C
Poeira do meu sertão, poeira
 G7              C
Poeira do meu sertão

Raul Torres e Florêncio: Pingo D'Água


Pingo d'água (toada, 1944) - João Pacífico e Raul Torres - Intérprete: Raul Torres e Florêncio

Disco 78 rpm / Título da música: Pingo D'Água / Raul Torres (Compositor) / João Pacífico (Compositor) / Raul Torres e Florêncio (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1944 / Álbum: 80-0203 / Lado B / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo / Gravação indisponível.

LP Cavalo Zaino - Raul Torres e Florêncio / Título da música: Pingo D'Água / Raul Torres (Compositor) / João Pacífico (Compositor) / Raul Torres e Florêncio (Intérprete) / Gravadora: Chantecler / Ano: 1981 (Reedição de 1959) / Álbum: CLP 2011 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo:


Tom: G
(intro) ( G D7 G C D7 G )

            D7                           G
Eu fiz promessa pra que deus mandasse chuva
                     D7                 G
Pra cresce a minha roça e vingá as criação
              D7                 G
Pois veio a seca e matô meu cafesá
                  D7                G   ( G D7 G C D7 G )
Matô tudo meu arroz e seco tudo algodão

          D                    G
Nessa coieita meu carro ficô parado
                  D7                     G
Minha boiada carreira quasi morre sem pastá
           D7                           G
Eu fiz promessa que o primeiro pingo d'água
                    D                        G ( G D7 G C D7 G )
Eu moiava as frô da Santa que tava em frente do altá.

        D7                         G
Eu esperei uma semana, um mês inteiro.
                  D7                    G
A roça tava são seca, dava pena até de vê
         D7                      G
Oiava o céu, cada nuvem que passava.
              D7                              G ( G D7 G C D7 G )
Eu da santa me lembrava, pra promessa não esquecê

            D7                 G
Em pouco tempo a roça ficou viçosa
                 D7                      G
As criação já pastava, floresceu meu cafesá
          D7                           G
Fui na capela e levei treis "PINGO D'ÁGUA"
                     D7
Um foi o pingo da chuva...
                  G
Dois caiu do meu oiá...

Teodoro e Sampaio: Pinga "Ni Mim"


Pinga Ne Mim (1986) - Elias Filho - Interpretação: Teodoro e Sampaio

LP Casaco Verde / Título da música: Pinga ne mim / Elias Filho (Compositor) / Teodoro e Sampaio (Intérprete) / Gravadora: Copacabana Ano: 1986 / Álbum: COELP 42154 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Regional / Sertanejo


G               D7
Nesta Casa Tem Goteira
          G             D7            G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim  (2x)

                        G
Lá No Bairro Onde Eu Moro

Tem Alguém Que Eu Adoro
                D7
Ela É Minha Ilusão

Pra Aumentar Meu Castigo
                    C
Meu Amor Brigou Comigo.
       D7         G
Me Deixou Na Solidão

Por Incrivel Que Pareça
                   G7
Ela Fez Minha Cabeça
                      C
Estou Morrendo De Paixão
                       G             
Pra Curar O Meu Despeito
                      D7
Vou Meter Pinga No Peito
                  G
Sufocar Meu Coração

Reafrão

      G
Eu Estou Apaixonado

Muito Doido Enciumado,
                  D7
Daquela Linda Mulher,

Meu Sentimento É Profundo,
                    C
Não Quero Nada No Mundo,
    D7           G
Se Ela Não Me Quiser

Estou Amando Demais
                       G7
Esquece-La Não Sou Capaz,
                      C
Eu Preciso Dar Um Jeito.
                         G
Se Eu Vejo Em Outros Braços,
                     D7
Vou Fazer Um Tal Regaço
                        G
E Meter Pinga No Meu Peito,