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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Francisco Petrônio: Branca

À gentil senhorita Branca Barreto" - Santa Rita do Passa Quatro, SP.

"Aurora", "Branca" e "Elza" são os nomes femininos que intitulam três das mais conhecidas valsas de Zequinha de Abreu. Dessas, pelo menos "Branca" seria inspirada por uma musa verdadeira, a jovem Branca Barreto, filha do chefe da estação ferroviária de Santa Rita do Passa Quatro, terra do compositor.

Conta João Bento Saniratto - amigo de Zequinha, citado por Almirante num artigo publicado em O Dia - que a valsa foi composta de improviso, na presença de um grupo que conversava à porta do Grêmio Literário Recreativo. Como na ocasião a moça passasse pelo local, o autor (que era seu admirador) resolveu homenageá-la na composição.

"Branca" é uma bela valsa sentimental, de melodia triste, uma característica predominante na música de Zequinha de Abreu. Composta por volta de 1918, ganhou popularidade a partir de 1924, quando teve a sua primeira edição. Mas, ao que se sabe, somente seria gravada em 1931, no mesmo disco que lançou o Tico-tico no fubá. Tem uma letra de Duque de Abramonte (Décio Abramo), embora seja uma valsa essencialmente instrumental.

Branca (valsa, 1924) - Zequinha de Abreu e Duque de Abramonte - Intérprete: Francisco Petrônio

LP Francisco Petrônio – O Grande Baile da Saudade / Título da música: Branca / Autoria: Zequinha de Abreu (Compositor) / Duque de Abramonte (Compositor) / Francisco Petrônior (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Nº Álbum: PPL-12.186 / Lançamento: 1965 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Valsa



Am-------------------------- A7------- Dm
Há tempos que a vi / Que eu a conheci
-----------------------Am
Ela era linda, um primor, de amor
-----B7------------------ E7
Misto de estrela e de flor
Am ----------------------A7------------ Dm
Mas também sofreu / Eu sei vou contar
---------------------Am --------E7------- Am
Pois li naquele olhar, / Cansado de chorar

E7 -----------------------Am
De tarde ao chegar / Os trens um a um
--------E7------------------------- Am
Ela viu desembarcar / Um estranho tentador
E7----------------------- Am ---------------A7
Vi Branca cismar / Num sono de amor
-----------Dm--------- Am ---------E7-------- Am
Ficou logo apaixonada / Do mancebo tentador

C------------ G7------------------------ C
Mas essa flor / Não sentiu florir o amor
---------------------G7 --------------------------C---- G7
Nunca o sentiu florir / Porque ele teve que partir
C--------------- G7--------------------------- C---- C7
Viu-o embarcar / Como um dia após o amar
F------ Fm--- C --A7 ------------------D7 ----G7
E nunca mais / ----Sentiu o puro amor
--------------------C
Do jovem tentador



Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Francisco Petrônio: O Baile da Saudade

Em 1964, Francisco Petrônio (foto), quando da volta de um show para Enzo de Almeida Passos, na cidade de Bragança Paulista, com seu amigo violonista Zairo Marinoso, sem querer começou a cantarolar instintivamente o tema da música, que viria a se chamar “O Baile da Saudade”, cuja letra e as rimas iam se encaixando rapidamente, e com a participação do Zairo, que montou uma grande parte da música no caminho de volta.

Mas aconteceu aí um grande detalhe: quando chegou em casa, às três horas da madrugada, antes de dormir, Petrônio gravou música e letra, deixando-a registrada no gravador. Quando acordou às nove da manhã, não se lembrava de mais nada, apenas recordou-se da gravação e imediatamente, telefonou para a Continental, onde Palmeira tinha assumido a direção artística, e pediu a ele que terminasse a letra da música. Rapidamente gravada, ela foi um sucesso total, pois a música “O Baile da Saudade” virou empresa, e sempre realizou bailes da saudade, por todo o Brasil (Fonte: Museu da TV - Biografias).

O baile da Saudade (valsa, 1964) - Zairo Marinoso e Palmeira - Interpretação: Francisco Petrônio.

LP O Grande Baile Da Saudade / Título da música: O baile da saudade / Zairo Marinoso (Compositor) / Palmeira (Compositor) / Francisco Petrônio (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1965 / Álbum: PPL 12186 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Valsa.



Am -------------------E7-------------------- Am
Ai que saudade eu tenho dos bailes de outrora
-----------------------A7------------------ Dm
Das valsas bem rodadas de branca e aurora
----------------------------------------Am
Das rondas e serestas nas noites de lua
---------------------E7----------------- Am
Dos jovens namorados aos pares na rua

-----------------------E7-------------------- Am
Já não se dançam mais estas valsas tão lindas
-------------------A7--------------------- Dm
A falta que me faz, que lembranças infindas
--------------------------------Am
Devotação divina da lira sonora
--------------------E7-------------- Am
Do baile da saudade dançamos agora

------------E7 ---------Am------ E7
Que saudade da retreta, espartilho bengala
----------Am ---------E7 ------------Am
E palheta / Do bondinho, de cem réis
-----------E7-------------- Am
Da varanda e dos coronéis
-------------Dm ----------Am
La, la, la, lara, lara, laiá la
-------------E7 --------------Am
La, la, la, lara laraiá laiá la la . . .