Páginas

Mostrando postagens com marcador dalva de oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dalva de oliveira. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Dalva de Oliveira: Segredo


Lançado por Dalva de Oliveira em julho de 47 e, um mês depois, por Nelson Gonçalves, "Segredo" se tornou um dos maiores sucessos do ano. Sucesso, aliás, que contribuiu para popularizar a expressão "O peixe é pro fundo das redes, segredo é pra quatro paredes", citada na primeira parte: "Seu mal é comentar o passado / ninguém precisa saber o que houve entre nós dois / o peixe é pro fundo das redes...".

De estilo dramático/sentimental, como tantos outros sambas que integram a vertente principal da obra de Herivelto Martins, "Segredo" tem segunda parte de Marino Pinto, feita a pedido de Dalva. "O Marino fez aqueles versos à minha revelia" - esclarece Herivelto - "mas , ficaram tão bons que aceitei imediatamente".

Segredo (samba-canção, 1947) - Herivelto Martins e Marino Pinto

Disco 78 rpm / Título da música: Segredo / Autoria: Martins, Herivelto (Compositor) / Pinto, Marino (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Orquestra Odeon (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1947 / Nº Álbum 12792 / Lado A / Gênero musical: Samba canção



---------A --------------------Ab7
Seu mal é comentar o passado
---------A ------------Gb7
Ninguém precisa saber
-----------Bm---- Gb7---- Bm
O que houve entre nós dois
-------D--------------------- Dm
O peixe é pro fundo das redes
------A ---------------------Gb7
Segredo é pra quatro paredes
---------Bm------------------ E7
Não deixe que males pequeninos
------------------A-------------------- Gb7
Venham transformar os nossos destinos

-------D --------------------Dm
O peixe é pro fundo das redes
-------A-------------------- Gb7
Segredo é pra quatro paredes
------Bm ---------------E7
Primeiro é preciso julgar
---------------------A
Pra depois condenar

------E------------------------------ A
Quando o infortúnio nos bate à porta
---------A7 -----------------D
E o amor nos foge pela janela
---------Eb0-------- A-------- Gb7
A felicidade para nós está morta
----------B7--------------- E7
E ninguém pode viver sem ela
----D ------------Eb0 ----------A--------- Gb7
Para o nosso mal não há remédio, coração
------------------Bm------- E7-------- A
Ninguém tem culpa da nossa desunião



Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Dalva de Oliveira: Máscara Negra

Zé Kéti
Ainda prestigiado pelo sucesso do show “Opinião”, Zé Kéti ganhou o carnaval de 67 com a marcha-rancho “Máscara Negra”. Reproduzindo o lirismo suave que caracteriza o gênero, a composição trata do reencontro de um Pierrô com uma Colombina que conhecera no carnaval anterior.

E, ao contrário de outras canções inspiradas na commedia dell’arte, aqui é o Arlequim quem chora pelo amor de colombina: “Tanto riso / oh, quanta alegria / mais de mil palhaços no salão / arlequim está chorando pelo amor da Colombina / no meio da multidão.” Tendo acontecido numa época em que a música carnavalesca tradicional saía de moda, o sucesso de “Máscara Negra” pode ser considerado uma façanha.

A propósito, este sucesso chegou a gerar uma polêmica sobre a co-autoria da composição, que seria de Deusdedith Pereira Matos e não de seu irmão Hildebrando, conforme consta na edição. Mas, como os dois já haviam morrido na ocasião, a questão não teve maiores consequências, entrando “Máscara Negra” para o repertório de Dalva de Oliveira como um de seus últimos sucessos (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Máscara Negra (marcha / carnaval, 1967) - Zé Keti e Pereira Matos - Interpretação: Dalva de Oliveira

Compacto simples / Título da música: Máscara Negra / Zé Keti (Compositor) / Pereira Matos (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: 7B-197 / Lado A / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.

Tom: G  

         G       C#dim     G
Tanto riso, oh quanta alegria
              G#dim       Am
Mais de mil palhaços no salão
   C              D7           G           E7  
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina 
       Am    D7  G  ( D7 )
No meio da multidão

G          G#dim    Am                  D7
Foi bom te ver outra vez está fazendo um ano
                     G
Foi no carnaval que passou
      Bbº     Am               D7  
Eu sou aquele Pierrot que te abraçou 
          G        D7
   que te beijou, meu amor

G        G#dim       Am                  D7  
A mesma máscara negra que esconde o teu rosto 
                    Dm6 G E7
    eu quero matar a saudade
 Am     D7      G      E            Am     D7     E7
Vou beijar-te agora não me leve a mal hoje é carnaval
Am     D7       G      E           Am     D7         G
Vou beijar-te agora não me leve a mal hoje é carnaval

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Dalva de Oliveira: Estrela do Mar

Uma fábula de origem popular que explica o surgimento das estrelas-do-mar: um grãozinho de areia da praia se apaixona por uma estrela e nasce, mais tarde, a estrela-do-mar. A famosa lenda virou sucesso na voz de Dalva de Oliveira em 1951, quando gravou a marcha-rancho Estrela do Mar de Paulo Soledade e Marino Pinto: "Um pequenino grão de areia / Que era um pobre sonhador / Olhando o céu viu uma estrela / Imaginou coisas de amor... "

Estrela do mar (marcha-rancho, 1952) - Marino Pinto e Paulo Soledade - Intérprete: Dalva de Oliveira


Am                    Dm7 E7 Am                      A7   
Um pequenino grão de areia   / Que era um pobre sonhador
Dm7                     G7                          C   E7
Olhando o céu viu uma estrela / Imaginou coisas de amor
Am                   Dm7 E7 Am                A7
Passaram anos muitos anos / Ela no céu ele no mar
Dm7       A7           Dm7    E7                    Am
Dizem que nunca o pobrezinho / Pôde com ela se encontrar

   Dm7             G7             C7M              Am
Se houve ou se não houve / Alguma coisa entre eles dois
   Dm7            G7        C7M
Ninguém soube até hoje explicar
            Bm7/5-       E7            Am
          O que há de verdade é que depois
        F7            Dm7     E7       Am
Muito depois  /  Apareceu a estrela do mar

Dalva de Oliveira: Bandeira Branca

A era da canção carnavalesca começa em 1917, com o samba “Pelo Telefone”, e termina em 1970 com a marcha-rancho “Bandeira Branca”. Depois desse ano, somente o samba-enredo faria sucesso, limitando-se o repertório tradicional a algumas marchinhas que são revividas pelas orquestras em meio aos bailes de carnaval.

Assim, “Bandeira Branca”, uma composição romântica, de melodia e versos tristes, tornou-se paradoxalmente o último clássico do repertório carnavalesco: “Bandeira branca, amor / não posso mais / pela saudade que me invade / eu peço paz...” Foi também o último sucesso de Dalva de Oliveira (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Bandeira Branca (marcha/carnaval, 1970) - Max Nunes e Laércio Alves - Interpretação: Dalva de Oliveira

LP Bandeira Branca / Título da música: Bandeira Branca / Max Nunes (Compositor) / Laércio Alves (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1970 / Nº Álbum: MOFB 3628 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.


Em                             Am
Bandeira branca, amor /  Não posso mais
        Em              B7             Em
Pela saudade que me invade  / Eu peço paz

                Am            B7
Saudade mal de amor, de amor / Saudade
        Em                    Am
Dor que dói demais / Vem meu amor
           B7                 Em
Bandeira branca  /   Eu peço paz

Dalva de Oliveira e Francisco Alves: Valsa da Despedida

Valsa da despedida (valsa, 1941) - Robert Burns (versão: Alberto Ribeiro e João de Barro) - Interpretações de Francisco Alves e Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Valsa da despedida (Farewall waltz) / Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Burns, Robert (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Alves, Francisco, 1898-1952 (Intérprete) / Orquestra de Salão (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 02/02/1941 / Nº Álbum: 15020 / Gênero musical: Valsa.


D     Bm      Em     A7
Adeus, amor, eu vou partir
D    D7     G    Ab0
Ouço ao longe um clarim
D        Bm  Em     A7
Mas onde eu for irei sentir
D        A7        D     A7
Os teus passos junto a mim

D       Bm      Em       A7
Estando em luta, estando a sós
D       A7  D   A7
Ouvirei a tua voz
D        Bm       Em    A7
A luz que brilha em teu olhar
D    D7    G    Ab0
A certeza me deu
D     Bm      Em    A7
De que ninguém pode afastar
D     A7     D     A7
O meu coração do teu
D      Bm     Em   A7
No céu na terra aonde for
D       A7     D
Viverá o nosso amor

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

MPB Fabulosa: Trio de Ouro

Trio de Ouro: Nilo Chagas, Dalva e Herivelto - Coleção Herivelto Martins, Acervo MIS.

O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973). Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla.

Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.

Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.

Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim-ES-1926), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Em 1950 Herivelto (na direita) refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti.
Sua estreia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.

CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sábado, 24 de setembro de 2022

Dalva de Oliveira: Kalu

A dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo "Kalu" o maior sucesso individual de Teixeira.

De estilo romântico-ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a "Kalu", muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: "Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente".

Kalu (baião, 1952) - Humberto Teixeira - Intérprete: Dalva de Oliveira


E7+
Kalu, Kalu
                                  F#m7
Tira o verde desses óios di riba d'eu
Kalu, Kalu
                 B7           E7+
Não se esqueça que você já me esqueceu
Kalu, Kalu
     Bm           E7          A7+
Esse oiá despois do que assucedeu
       B7                    G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu
 A7+                 A#º     G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34