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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Roberto Carlos: A Garota do Baile


LP Roberto Carlos Canta Para a Juventude / Título da música: A garota do baile / Roberto Carlos (Compositor) / Erasmo Carlos (Compositor) / Roberto Carlos (Intérprete) / Gravadora: CBS / Ano: 1965 / Álbum: 37400 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Rock / Jovem Guarda.


(intro) D7 G A7 D G 
           A7 D G A7

D
Quem não acreditar
Venha ver a multidão
        A7  G           G
Que com ela quer dançar
A7
Ela adivinha que eu
Estou sofrendo
Também querendo
            D  G A7
Com ela dançar
D
Fico em pé olhando
E esperando
            D7            G
Que ela se afaste da multidão
                 D
Para eu me aproximar
Com ela dançar  63 60 63 50
         A7
Do meu carinho
   G    A7      G    A7
Do meu amor, do meu amor
         D
Poder falar (Intr.)
     D
E assim a noite vai passando
Mas sempre encontro a multidão
        A7  G        A7  G
Que com ela quer dançar
A7
Ela adivinha que
Eu estou sofrendo
                      D   G A7
Também querendo com ela dançar.
  D
O baile vai terminar
E a última dança
         D7
A última dança
            G
Já vai começar
                    D
Ela entende o meu olhar
                 A7
Dispensou a multidão
     G      A7
E eu pude então
     G      A7
E eu pude então
     G      A7
E eu pude então
           D
Com ela dançar.

(intro)

(solo)
D
40 40 52 50 52 40 40 52 50 52 40 40
                        A7    G
52 50 52 40 40 50 52 52 50 50 63 60 63
A7     G        A7
50 50  63 63 50 50 63 60 60 63 50 50
                     D     G     A7
50 52 52 50 50 63 50 40 40 52 52 50
O baile vai terminar...

Trio Esperança: A Festa do Bolinha

Festa do Bolinha (jovem guarda, 1965) - Erasmo Carlos e Roberto Carlos - Intérprete: Trio Esperança

Compacto simples / Título da música: A festa do Bolinha / Roberto Carlos (Compositor) / Erasmo Carlos (Compositor) / Intérprete: Trio Esperança / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Álbum: 7B-113 / Lado B / Gênero musical: Canção / Jovem Guarda.


A          F#m           Bm       E7
  eu ontem fui a festa     na casa do Bolinha
     A            F#m        Bm          E7
  confesso não gostei    dos modos da Glorinha
   A       F#m      Bm        E7
  toda assanhada    nunca vi igual
      A          F#m         D            E7
  trocava mil beijocas com Raposo no quintal
     A           F#m   Bm           E7
  porém pouco durou    a...quela paixão
          A          F#m        Bm         E7
  pois Bolinha com ciúmes    formou a confusão
    A         F#m          D         E7
  Aninha tropeçou    e os copos derrubou
       A        F#m         E7           A
  e a casa do Bolinha num inferno se tornou
     Dm           G                          C7+
  Bolinha provou    que é ciumento pra' chuchu
  Cm7  F                   A#7+
  e,    que não gosta da Lulú
    A#m7   D#                    G#
  bobinha,    que por êle ainda chora
             Fm    A#m          D#         G#
         com tanto pão    dando bola no salão
  BIS        Fm           A#m    D#           G#
         Luluzinha foi gostar    logo de um bolão

domingo, 9 de outubro de 2022

Roberto Carlos: Força Estranha

Além de “Como Dois e Dois”, Caetano Veloso ainda compôs mais duas músicas para Roberto Carlos: “Muito Romântico”, uma das melhores faixas de seu elepê de 77 e, no disco seguinte, “Força Estranha”, uma homenagem à figura do cantor, descrevendo os motivos que o fazem cantar, juntamente com alusões à sua vida.

Ao receber a música, Roberto pediu a Caetano permissão para fazer uma alteração, o acréscimo das palavras “no ar”, cobrindo a pausa após o verso “por isso essa força estranha”, alteração que aconteceu na gravação, mas não consta da partitura. Porém, toda vez que Caetano canta a música em shows a platéia se encarrega de acrescentar o tal “no ar”...

A estrutura clássica da balada, A-A-B, com 24 compassos, é repetida duas vezes em função da letra que tem o momento culminante no refrão: “Por isso uma força / me leva a cantar / por isso essa força estranha / por isso é que eu canto / não posso parar / por isso essa voz tamanha.”

A partir deste elepê, os discos de Roberto Carlos passaram a ter as capas dominadas pela cor azul, mantendo-se a praxe do título com apenas o seu nome, o que obriga a uma leitura do repertório para a sua identificação (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Força estranha (1978) - Caetano Veloso - Interpretação: Roberto Carlos

LP Roberto Carlos / Título da música: Força estranha / Caetano Veloso (Compositor) / Roberto Carlos (Intérprete) / Gravadora: CBS / Ano: 1978 / Álbum: 230035 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Balada.

(intro) C  Em  A7  Dm  G7

C
 Eu vi um menino correndo
Em             A7
 Eu vi o tempo  brincando ao redor
                 Dm
Do caminho daquele menino

 E pus os meus pés no riacho
Am
 E acho que nunca os tirei
F
 O sol ainda brilha na estrada
        G7
E eu nunca passei

C                         Em
 Eu vi a mulher preparando outra pessoa
A7                                 Dm
 O tempo parou prá eu olhar para aquela barriga

 A vida é amiga da arte
Am
 É a parte que o sol me ensinou
F
 O sol que atravessa essa estrada
        G7
Que nunca passou

C                     E7
 Por isso uma força       me leva a cantar
Am                      Gm       C7
 Por isso essa força estranha no ar
F                   F#º
 Por isso é que eu canto
C/G           Am
 Não posso parar
D7                   G7
 Por isso essa voz tamanha

C                              Em
 Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
A7                                Dm
 O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece

 Aquele que conhece o jogo
Am
 O fogo das coisas que são
F                                    G7
 É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé é a mão

C                            Em
 Eu vi muitos homens brigando ouvi seus grito
A7                       Dm
 Estive no fundo de cada vontade encoberta

 E a coisa mais certa de todas as coisas
Am
 Não vale um caminho sob o sol
F                                           G7
 E o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada é o sol

C                    E7
 Por isso uma força    me leva a cantar
Am                      Gm       C7
 Por isso essa força estranha no ar
F                   F#º
 Por isso é que eu canto
C/G           Am
 Não posso parar
D7               G7
 Por isso essa voz tamanha

Roberto Carlos: Como Dois e Dois

Um rock-balada especial, pois assinado por Caetano Veloso, “Como Dois e Dois” tem seu intérprete ideal em Roberto Carlos, embora possua ainda uma boa gravação de Gal Costa. Na realidade, a composição nasceu de uma visita feita por Roberto a Caetano em seu exílio londrino. De volta ao Brasil, Caetano comporia “Como Dois e Dois”, que representaria uma retribuição à homenagem que recebera de Roberto e Erasmo em “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”.

Mas “Como Dois e Dois” é também uma canção de protesto, deixando transparecer em seus versos ambíguos referências à ditadura (“Tudo certo como dois e dois são cinco”) e ao drama do exílio (“Tudo é igual quando eu canto e sou mudo / (...) / quando você me ouvir chorar / tente, não cante, não conte comigo / falo, não calo, não falo, deixo sangrar / algumas lágrimas bastam pra consolar...”).

“Como Dois e Dois” foi incluída no elepê lançado por Roberto Carlos no final de 71, um dos melhores de sua discografia e que apresentava ainda sucessos como “Detalhes” e a já mencionada “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”. A propósito, o bom relacionamento de Caetano com o rock começou em 1967, quando Maria Bethânia chamou-lhe a atenção para o trabalho de Roberto Carlos, enquanto Gilberto Gil o aproximava dos Beatles.

Numa entrevista publicada no Songbook Caetano Veloso, ele relembrou que por essa época (em 17.7.67) experimentou uma sensação de desencanto ao assistir, ao lado de Nara Leão, em São Paulo, a passagem de uma quixotesca passeata de artistas e estudantes contra “o iê-iê-iê internacionalizante” (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Como dois e dois (1971) - Caetano Veloso - Interpretaçao: Roberto Carlos

LP Roberto Carlos / Título da música: Como dois e dois / Caetano Veloso (Compositor) / Roberto Carlos (Intérprete) / Gravadora: CBS / Ano: 1971 / Álbum: 137745 / Lado A / Faixa 2.

50 52 53 54 C#7
Quando você                 me ouvir cantar,
F#m                              C#7
Venha, não creia, eu não corro perigo.
D          E7             A        F#m
Digo, não digo, não ligo, deixo no ar,
B7                             E7
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar.
A             C#7
Tudo vai mal, tudo.
F#m                                 C#7
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
D           E7
Mas eu não minto, não minto,
A             F#m   B7
Estou longe, perto, sinto alegria,
             E7
tristezas e brinco.
A         D                                 A
Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo,
D                                 E7
Tudo certo como dois e dois são cinco.
A          50 52 53 54 C#7
Quando você                 me ouvir chorar
F#m                           C#7
Tente, não cante, não conte comigo.
 D         E7             A       F#m
Falo, não calo, não falo, deixo sangrar
B7                             E7
Algumas lágrimas bastam pra consolar
A             C#7
Tudo vai mal, tudo.
F#m                          C#7
Tudo mudou, não me iludo e contudo
D         E7
A mesma porta sem trinco, 
A                F#m
O mesmo teto, o mesmo teto,
B7                           E7
E a mesma lua a furar nosso zinco.