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sábado, 1 de outubro de 2022

Orlando Silva: Lágrimas

Cândido das Neves
Lágrimas (valsa, 1935) - Cândido das Neves (Índio)

Disco 78 rpm / Título da música: Lágrimas / Autoria: Neves, Cândido das, 1899-1934 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1935 / Nº Álbum 33975 / Gênero musical: Valsa


Em---- Am------ Em---- Am---- Em--- Em/G
Ai, deixa-me chorar para suavizar
--------------B7
O que não sei dizer, mas sei sentir
Am ---------Am6------------------- B7
Não prantear um amor que se perdeu

É a nossa alma enganar
-------------------Em----- B7---- Em --Am ----Em--- Am
E ao próprio coração querer mentir / Rir é quase iludir
---------------E7 ----------------Am
É querer forçar o próprio coração a gargalhar
-----------Am6------- Em----- Gb7 ---B7--- Em------ E7
Quando ele está solitário na dor / ---A soluçar de amor
Am--------------------------- Em------------------ Em/G-- B7
É mais sublime a lágrima / Que exprime as nossas emoções
------------------Em -------------B7
Amenizando a alma cheia de ilusões
Am --------Am6------------------- Em
Do que sorrir para esconder a mágoa
-------------------Gb7------ B7----- Em
Que o olhar não diz / Não há ninguém feliz
Am----------- Am6-------------- Em
Quero fazer das lágrimas que choro
----------------B7---------------- Em
Estrelas a brilhar / Rosas de cristal
Do pranto emocional
Am
Mas se ela voltar
-----------------Em ----------------Gb7
Fulgente diadema então lhe ofertarei
---------B7--------- Em
Do pranto que chorei
Em -----Am----------- Em ---Am----------------- Em
Sim, quem nunca chorou /------- Certo nunca amou
-----------------B7
Talvez nem alma tenha para sentir
Am------- Am6------- B7
Não me faz inveja este prazer
Eu gosto até de padecer
----------------------Em---------- B7
Chorar é a mágoa em pérolas diluir
Em -----Am----- Em --Am
Mas quem quiser amar
------------------E7
Certo há de chorar
--------------------Am
Há de sentir morrer o coração
------------Am6--- Em -------Gb7
Porque o amor sendo belo falaz / Como os ais
-------B7 ----Em--- Am--- E
Se desfaz em ilusão

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Vicente Celestino: Ao Luar (Dileta)

Vicente Celestino
Ao Luar (Dileta) (tango-canção, 1932) - Cândido das Neves (Índio)

Disco 78 rpm / Título da música: Dileta / Autoria: Neves, Cândido das, 1899-1934 (Compositor) / Vicente Celestino (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1932 / Nº Álbum 22167 / Gênero: Tango


(Am)
---------E7------- Am
Esta noite prateada / Minha eterna e doce amada
------------------------E7---------- Dm6---- E7
A chamar-te me insinua / Nos acordes desta lira
----------------------------------------------------------Am
Que de amor geme e suspira / Ante o albor níveo da lua
---------E7---------- Am

O rendado da neblina / Mas parece uma cortina
---------------------E7 ------------Dm6-- E7
Numa festa de noivado / A lua é noiva bela
-----------------------------------------------Am
Recostada na janela, de um palácio constelado
----------E7---------- Am
Que beleza nas estrelas / Ah! Se tu pudesses vê-las
-------------------E7-------------- Dm6------- E7
Como estão no céu sorrindo / Espreitando com cautela
--------------------------------------------------------Am
Pelas frestas da janela / Do quarto onde estás dormindo
---------E7--------------- Am
Minh’alma dorme sonhando / Geme e chora te chamando
------------------------E7------------------- Dm6--- E7
Pelo espaço como louca / Ah se a aurora despontasse
------------------------------------------------------Am
Quem dera que me encontrasse / A beijar a tua boca

------Dm ----Dm6-------------- Am ---------------------E7
Desperta, vem matar o meu desejo / A minh’alma vaga incerta à procura
-----------Am--- Dm----- Dm6 ----Am
do teu beijo / Dileta, tu formosa, eu poeta

---------------------------E7 ---------------------------Am
Quero para os tristes versos meus / As rimas dos beijos teus
--------E7 ------Am
A natureza te chama / O meu peito já reclama
-----------------------E7--------- Dm7------------ E7
A quentura dos teus seios / Os astros já são escassos
----------------------------------------------------------------Am
Vem sufoca-me em teus braços Antes que eu morra de anseios
---------E7--------- Am
As estrelas cintilantes / São lanternas dos amantes
------------------E7----------- Dm6-------E7
Pelo espaço a flutuar/ Como Deus é inspirado
------------------------------------------------Am
Inventou para o pecado / Estas noites de luar

------Dm----------- Dm6--------- Am -------------------------E7
Desperta vem matar o meu desejo / A minh’alma vaga incerta
----------------------Am----- Dm------ Dm6-- Am
À procura do teu beijo / Dileta, tu formosa, eu poeta
----------------------------E7------------------------- (Am) (E7) (Am)
Quero para os tristes versos meus / As rimas dos beijos teus

Orlando Silva: A Última Estrofe

Orlando Silva - Década de 1930

Além de ter a melhor letra e a melhor melodia de Cândido das Neves, "A Última Estrofe" é sua canção mais popular. Não há seresteiro que a desconheça, com seus versos apaixonados ("Lua, vinha perto a madrugada / quando em ânsias minha amada / nos meus braços desmaiou..."), tão representativos do parnasianismo exarcebado de seu autor.

E por falar em seresteiro, coube a Orlando Silva uma participação importante na história de "A Última Estrofe". Gravada inicialmente por Fernando Castro Barbosa, foi na voz de Orlando que a composição tornou-se um sucesso, acompanhando-o por toda a carreira.

A última estrofe (valsa-canção, 1935) - Cândido das Neves (Índio)

Disco 78 rpm / Título da música: A última estrofe / Autoria: Neves, Cândido das, 1899-1934 (Compositor) / Silva, Orlando (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1935 / Nº Álbum 33975 / Gênero: Valsa-canção


(Dm)           (Gm)    (Dm)             (E7)
A noite estava assim enluarada, quando a voz
         (Dm)               (E7)          (A7) (Dm)
Já bem cansada   /     eu ouvi de um trovador
    (Dm)           (Gm)                (Dm)
nos versos que vibravam de harmonia, ele em
 (Eb)       (Dm)           (E7)   (A7)    (Dm) (A7) (Dm)
lágrimas dizia  /    da saudade de um amor
    D7             Gm                Eº
Falava de um beijo aapaixonado, de um amor
       Dm          Bb7           A7      D7
desesperado, que tão cedo teve fim
                    Gm            Eº              Dm
E, dos seus gritos e lamentos, eu guardei no pensamento
    E7           A7      (Dm) (A7) (Dm) (A7)
uma estrofe que era assim:

ESTROFE:

  D      A7             D                               Bm
Lua, vinha perto a madrugada, quando, em ânsias, minha amada
                 Em   B7 Em                 A7
em meus braços desmaiou.    E o beijo do pecado
                                         D           A7
 em seu véu estrelejado/    a luzir glorificou
  D         A7           D                       B7
Lua, hoje eu vivo tão sozinho, ao relento, sem carinho
                   Em     Gm                           D
na esperança mais atroz,  /  de que cantando em noite linda
          B7       E7          A7           D     (A7)  (Dm)
esta ingrata, volte ainda, escutando a minha voz
 (Dm)        (Gm)        (Dm)     (Eb)              (Dm)
A estrofe derradeira merencórea revelava toda a história
    (E7)      (A7)     (Dm)       (Dm)      (Gm)         (Dm)
de um amor que não morreu.  E a lua que rondava a natureza,
  Eb                (Dm)        (E7)      (A7)   (Dm)  (A7)  (Dm)
 solidária com a tristeza / entre as nuvens se escondeu.
     D7                 Gm              Eº             Dm
Cantor! Que assim falas à lua, minha história é igual à tua
        Bb7         A7   D7                       Gm
meu amor também fugiu.      Disse a ele em ais convulsos
   Eº           Bb7             (E7)       (Dm)  (A7)  (Dm) (A7)
Ele então entre soluços toda a estrofe repetiu

Lua . . . .   (estrofe)


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.